Em 2010, 44 jornalistas foram assassinados em todo o mundo, entre eles um no Brasil, segundo relatório do Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ). Só este ano, a violência já vitimou cinco profissionais, dois que cobriam os protestos no Egito e na Tunísia. Décimo quarto país no ranking da violência contra a imprensa, o Brasil registrou 17 mortes desde 1992, a maioria (72%) ligada a reportagens sobre corrupção.
No Brasil, a maior ameaça à liberdade de imprensa está nos meios judiciais, com centenas de processos que visam censurar ou punir reportagens. As denúncias dos ataques integram o relatório anual do CPJ, lançado ontem em São Paulo, com o apoio da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo). (Com informações do jornal O Globo)