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A defesa do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, afirma que ele foi alvo de uma conspiração da CIA para matá-lo enquanto estava refugiado na embaixada do Equador em Londres. A alegação deverá ser feita nesta terça-feira (20) durante a análise do último recurso impetrado pela defesa visando evitar a extradição do ativista australiano da Inglaterra para os Estados Unidos. Assange é acusado de espionagem devido ao vazamento massivo de documentos confidenciais
Segundo o jornal O Globo [1], o advogado Ed Fitzgerald, iniciou a audiência destacando que seu cliente “não estava bem” no dia e não compareceria à audiência. no julgamento, Fitzgerald pretende argumentar que há “provas específicas” da conspiração da CIA, que não foram devidamente examinadas pelos juízes britânicos. A defesa alega um “risco real” de ações extrajudiciais por parte da CIA ou de outras agências estadunidenses. >>> Defesa de Assange tenta último recurso em tribunal britânico contra extradição [2]
Em sua manifestação inicial, Fitzgerald ressaltou que Assange enfrenta uma “interferência injustificada na liberdade de expressão” e acusações de natureza política. “”le está sendo processado por se envolver em práticas jornalísticas comuns de obtenção e publicação de informações classificadas [secretas], informações que são ao mesmo tempo verdadeiras e de óbvio e importante interesse público”, destacou.
A esposa de Assange, Stella Assange, alertou sobre a deterioração da saúde física e mental do marido, enfatizando que sua vida está em perigo. Se perder esta audiência, Assange não terá mais possibilidade de recurso no Reino Unido, e o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos historicamente tem concedido o aval para a extradição para os EUA.
Julian Assange, de 52 anos, é procurado nos Estados Unidos por ter divulgado mais de 700 mil documentos confidenciais desde 2010, abordando atividades militares e diplomáticas americanas. Sua prisão em 2019, após sete anos na embaixada do Equador, gerou uma campanha global pela sua libertação, apresentando-o como um mártir da liberdade de imprensa.
A ação contra Assange tem recebido críticas internacionais, incluindo do Parlamento Australiano, que aprovou uma moção pedindo o fim da perseguição. A relatora especial da ONU sobre tortura, Alice Jill Edwards, apelou ao governo britânico para suspender a iminente extradição, citando o risco de suicídio devido ao longo período de confinamento e transtorno depressivo periódico.
Federações internacionais e europeias de jornalistas também argumentam que os processos contra Assange comprometem a liberdade de imprensa global.
Foto reproduzida da Internet