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O tenente-coronel Mauro Cid detalhou a investigadores o funcionamento do chamado “gabinete do ódio”, grupo de assessores de Jair Bolsonaro (PL), com o objetivo de espalhar notícias falsas contra opositores do bolsonarismo. Ao comentar sobre o militar, o subprocurador-geral da República Carlos Frederico Santos confirmou que tem “anexo sobre golpe, joias, vacina, gabinete do ódio, milícias digitais”. A entrevista, publicada neste domingo (5), foi concedida à revista Veja [1]. Policiais federais encaminharam ao Supremo Tribunal Federal (STF) um relatório sobre a atuação das milícias digitais bolsonaristas e uma espécie de passo-a-passo para os ataques.
Com a delação de Mauro Cid, investigadores querem ter mais detalhes das ilegalidades cometidas por Bolsonaro durante o seu governo. O militar foi ajudante de ordens do ex-chefe do Executivo federal. O tenente disse que o ex-mandatário tentou esconder alvos de investigação sobre tentativas de golpe [2].
Neste ano (2023), Mauro Cid afirmou que Bolsonaro consultou militares [3]sobre formas de se aplicar um golpe de Estado no Brasil. No celular do tenente, investigadores encontraram uma minuta para um golpe de Estado [4] no País com a decretação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) e que previa estado de sítio [5]“dentro das quatro linhas” da Constituição.
O coronel foi preso em maio deste ano por causa de fraudes em cartões de vacinação de Bolsonaro. Em setembro, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes aprovou o acordo para o tenente delatar.
O militar vai dar mais detalhes das ilegalidades de Bolsonaro no inquérito das joias. Por lei, presentes recebidos por governos de outros países não podem ser incorporados a patrimônio pessoal, e devem pertencer ao Estado brasileiro.
Foto reproduzida da Internet