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Em depoimento à PF, Delgatti diz que recebeu R$ 40 mil de Zambelli para invadir sistemas do Judiciário, diz advogado

Está no g1

O hacker Walter Delgatti reafirmou em depoimento à Polícia Federal [1] na quarta-feira (16) que recebeu dinheiro da deputada Carla Zambelli [2] (PL-SP) para invadir qualquer sistema do poder Judiciário. Ele disse que o valor foi de R$ 40 mil.

A informação é do advogado de Delgatti, Ariovaldo Moreira, que falou com a imprensa após o depoimento, em Brasília.

Segundo o defensor, o hacker apresentou provas “relacionadas a pagamentos que ele recebeu da deputada”.

“Ele faz provas de que recebeu valores da Carla Zambelli. Segundo o Walter, o valor chega próximo a R$ 40 mil. Foi próximo a R$ 14 mil em depósito bancário. O restante, em espécie. [Para] invadir qualquer sistema do Judiciário”, afirmou o advogado.

Delgatti foi preso em agosto [3], em operação da Polícia Federal que investiga a tentativa de invasão nos sistemas do Judiciário. No dia da operação, houve buscas e apreensões da polícia em endereços de Zambelli.

O advogado também disse que, no depoimento desta quarta, Delgatti apresentou novas provas e citou mais pessoas envolvidas no caso da invasão dos sistemas do Judiciário.

“Foram citadas outras pessoas envolvidas ou que colaboraram com o Walter na invasão”, disse Moreira.

Em nota, a defesa de Zambelli disse que ela “rechaça qualquer acusação de prática de conduta ilícita e imoral pela parlamentar, inclusive, negando qualquer tipo de pagamento ao mencionado hacker”.

Delação premiada

O advogado foi questionado se Delgatti estaria fechando acordo de delação premiada com a Polícia Federal.

“Neste momento, com a PF, não”, respondeu Moreira.

Então os jornalistas perguntaram se Delgatti estaria tratando de delação com algum outro órgão, como a Procuradoria-Geral da República (PGR).

“Infelizmente, não posso te dar essa resposta”, afirmou.

Investigações sobre o hacker

Conhecido como o “hacker de Araraquara”, em razão de ter acessado mensagens de autoridades da Operação Lava Jato, Delgatti voltou a entrar na mira da PF em janeiro deste ano pela invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para a inclusão de um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

No ofício, havia inclusive a frase “faz o L” – um dos slogans da campanha eleitoral mais recente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na ocasião, ele disse que o falso documento foi redigido pela deputada Carla Zambelli (PL-SP).

Em junho, Delgatti disse à PF que:

Foto reproduzida da Internet

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