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Em meio à crise econômica, homem mais rico do Brasil diz que o país `não é tão ruim quanto falam´ e dá conselhos

Está na Radar on-line, de Lauro Jardim

A economia brasileira não tem produzido resultados animadores ao mercado, que Joaquim Levy tenta pacificar à base de ajuste fiscal e mais previsibilidade nas decisões do governo. Para Jorge Paulo Lemann, o homem mais rico do Brasil, entretanto, o mercado e os empreendedores brasileiros “são muito bons” e o Brasil “nunca é tão bom quanto poderia ser, mas não é tão ruim quanto falam”.

Em conversa com empresários no Instituto Endeavor, Lemann lembrou que as maiores operações de seu grupo foram em tempos de crise.

Lemann também explicou a melhor forma de captar recursos para investimentos. Segundo ele, quanto mais se consegue “engordar o porquinho antes de buscar dinheiro dos outros”, melhor.  Se a solução for ir o mercado, a receita é não olhar só para o dinheiro, mas observar o know-howque os parceiros agregam ao negócio.

Lemann é um dos donos da AB Inbev, a maior cervejeira do mundo, onde não há vida mansa para o CEO, Carlos Brito (leia mais aqui [1]). Em um dos quesitos mais caros ao bilionário, a formação de pessoas, contudo, Lemann reconhece:

– Carlos Brito sabe de cor a lista dos ‘high potentials’ da empresa, tem uma ideia de quais são os trainees bons, onde estão, e como estão evoluindo.

Um dos conselhos dados aos empresários no Endeavor, a propósito, seria muito útil ao ex-bilionário Eike Batista, que antecedeu Jorge Paulo Lemann no topo da lista dos mais ricos do Brasil. Diz Lemann:

– Sempre vendi o sonho muito maior do que o tamanho da empresa; é claro que se você vende um sonho que não chega nem perto da realidade, a turma não acredita. Nós gostamos de metas anuais ‘esticadas’. Tem que ser esticada, mas não impossível.

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