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O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, convocou nesta segunda-feira (19) o embaixador israelense no Brasil, Daniel Zonshine, para uma reunião ainda nesta segunda no Palácio Itamaraty [1], no Rio de Janeiro
Em outra frente, o governo mandou o embaixador em Israel [2], Frederico Meyer, voltar de Tel Aviv para o Brasil. Ele embarcará para a viagem de retorno nesta terça-feira (20).
As medidas foram tomadas, segundo comunicado do Itamaraty, “diante da gravidade das declarações desta segunda-feira do governo de Israel”.
O governo israelense declarou Lula [3] “persona non grata” após uma declaração do petista no domingo (18) (leia mais aqui [4]).
Em entrevista na Etiópia, Lula comparou as ações de Israel na Faixa de Gaza [5], na guerra contra o grupo terrorista islâmico Hamas, ao Holocausto promovido pela Alemanha nazista.
“O que está acontecendo na Faixa de Gaza e com o povo palestino não existe em nenhum outro momento histórico. Aliás, existiu: quando o Hitler resolveu matar os judeus”, disse Lula na ocasião.
Reação
A fala do presidente brasileiro foi duramente criticada pelo governo de Israel e por entidades israelitas.
Nesta segunda, o ministro das Relações Exteriores de Israel, Israel Katz, levou Frederico Meyer para uma reunião de reprimenda no Museu do Holocausto, em Jerusalém. Lá, informou o governo brasileiro que Lula seria “persona non grata” em Israel até se retratar das declarações.
“Não perdoaremos e não esqueceremos — em meu nome e em nome dos cidadãos de Israel, informei ao Presidente Lula que ele é uma ‘persona non grata’ em Israel até que ele peça desculpas e se se retrate”, escreveu Katz nas redes sociais.
A declaração de “persona non grata” é uma medida utilizada nas relações internacionais para indicar que um representante oficial estrangeiro não é mais bem-vindo no país.