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Em proposta de delação, Vorcaro liga doações a Bolsonaro e Tarcísio à propina intermediada por Kassab

Está no Brasil 247

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, afirmou em sua proposta de delação premiada que R$ 5 milhões doados às campanhas de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Jair Bolsonaro (PL), nas eleições de 2022, tiveram origem em uma negociação de propina relacionada à continuidade do Credcesta no governo de São Paulo.

Segundo a coluna do jornalista Fabio Serapião [1], do UOL, Vorcaro relatou na proposta de delação que as contribuições eleitorais teriam sido “contrapartidas financeiras” decorrentes de um “ajuste indevido com Gilberto Kassab para a manutenção do Credcesta no governo Tarcísio”. 

Nas eleições de 2022, Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e um dos investigados na operação Compliance Zero, doou R$ 2 milhões para a campanha de Tarcísio ao governo paulista e outros R$ 3 milhões para a tentativa de reeleição de Bolsonaro à Presidência da República.

Segundo Vorcaro, Zettel foi acionado por ele para fazer as contribuições. O ex-banqueiro afirma, no entanto, que seu cunhado não tinha “conhecimento das reais motivações do pagamento”.

A proposta de colaboração sustenta que Zettel “tinha interesses ideológicos afeitos ao dos candidatos” e, por essa razão, não teria se oposto a realizar os repasses com recursos provenientes de negócios mantidos em sociedade com Vorcaro

A negociação envolvendo o Credcesta

O Credcesta é um cartão de crédito consignado destinado a servidores públicos e operado pela PKL One Participações, empresa associada ao Master e ligada a familiares de Augusto Lima, sócio de Vorcaro.

Em março de 2022, durante o governo João Doria, São Paulo autorizou empresas como a PKL a oferecer crédito consignado a servidores públicos estaduais civis e militares, incluindo inativos e reformados, por meio de cartão de benefício. A operação do Credcesta começou em julho daquele ano, quando Rodrigo Garcia governava o estado.

O negócio passou a ter importância para o grupo de Vorcaro. Segundo o relato apresentado pelo ex-banqueiro às autoridades, a perspectiva de vitória de Tarcísio na eleição paulista levou Augusto Lima, responsável pela operação do Credcesta no banco, a buscar meios de assegurar sua continuidade na administração seguinte.

“Com a eleição de 2022 em São Paulo e a ascensão de Tarcísio de Freitas como provável vencedor, Augusto Lima, responsável pelas articulações de expansão do Credcesta, buscou garantir a continuidade do negócio junto ao Governo do Estado de São Paulo”, afirma trecho da proposta de delação.

Na versão apresentada por Vorcaro, Lima aproximou-se de Gilberto Kassab, que apoiava a candidatura de Tarcísio e posteriormente assumiria a Secretaria de Governo de São Paulo.

Vorcaro sustenta que foi informado por Lima sobre um “ajuste indevido” envolvendo Kassab e que o entendimento estabelecia contrapartidas financeiras para assegurar a permanência da operação.

Doações oficiais e suposto caixa dois

De acordo com a proposta de colaboração, o suposto acordo previa o pagamento de 5% do resultado líquido da operação do Credcesta em São Paulo, além de contribuições eleitorais destinadas ao PSD e a outros partidos relacionados politicamente a Kassab.

“O pagamento relacionado à doação eleitoral seria inicialmente realizado integralmente em dinheiro. Todavia, Gilberto Kassab ou seus interlocutores informaram a Augusto Lima que precisaria cumprir um compromisso com partidos políticos parceiros e angariar recursos, mas, que, neste caso, os partidos parceiros somente aceitariam doações oficiais”, diz trecho da delação.

Vorcaro relaciona então o que chama de “doações eleitorais exigidas em contrapartida à continuidade do programa Credcesta no Estado de São Paulo”. Segundo o relato, R$ 5 milhões teriam sido repassados oficialmente: R$ 2 milhões para a campanha de Tarcísio e R$ 3 milhões para a campanha presidencial de Bolsonaro.

Além disso, Vorcaro afirma que aproximadamente R$ 10 milhões teriam sido pagos em espécie, de maneira informal, a pessoas interpostas de Kassab. O dinheiro teria sido entregue por Thiago Botelho, conhecido como Papel, e, conforme as informações que teriam chegado ao ex-banqueiro, seria destinado às campanhas do PSD.

Vorcaro afirma ter procurado Fabiano Zettel para efetuar as contribuições oficiais destinadas a Bolsonaro e Tarcísio.

“O pagamento relacionado à doação eleitoral seria inicialmente realizado integralmente em dinheiro. Todavia, Gilberto Kassab ou seus interlocutores informaram a Augusto Lima que precisaria cumprir um compromisso com partidos políticos parceiros e angariar recursos, mas, que, neste caso, os partidos parceiros somente aceitariam doações oficiais”, diz trecho da delação.

Vorcaro relaciona então o que chama de “doações eleitorais exigidas em contrapartida à continuidade do programa Credcesta no Estado de São Paulo”. Segundo o relato, R$ 5 milhões teriam sido repassados oficialmente: R$ 2 milhões para a campanha de Tarcísio e R$ 3 milhões para a campanha presidencial de Bolsonaro.

Além disso, Vorcaro afirma que aproximadamente R$ 10 milhões teriam sido pagos em espécie, de maneira informal, a pessoas interpostas de Kassab. O dinheiro teria sido entregue por Thiago Botelho, conhecido como Papel, e, conforme as informações que teriam chegado ao ex-banqueiro, seria destinado às campanhas do PSD.

Vorcaro afirma ter procurado Fabiano Zettel para efetuar as contribuições oficiais destinadas a Bolsonaro e Tarcísio.

Foto reproduzida da Internet

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