Faltando pouco mais de seis meses para as eleições gerais no Brasil, o velho chavão futebolístico pode ser muito bem aplicado nas eleições presidenciais e para o governo do Rio Grande do Norte, ou seja, em time que está ganhando não se mexe, ou melhor ainda, em times que estão ganhando não se mexe.
Falo da sucessão presidencial onde o presidente Lula (PT) é candidato ao quarto mandato, e para governador do estado, onde a governadora Fátima Bezerra (PT) vai tentar fazer o seu sucessor, o ex-secretário estadual de Tributação, Carlos Eduardo Xavier [Cadu].
Como bem disse o presidente Lula na sua estadia em Barcelona, na Espanha, não há mais lugar para fascistas no mundo e, sobretudo, no Brasil, onde o último tirano tentou dar um golpe de Estado [Jair Bolsonaro] que se encontra preso com pena de 27 anos de reclusão, e agora lança o seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL), para tentar dar o golpe que não conseguiu e entregar o Brasil nas mãos dos Estados Unidos. “A democracia não morreu e ninguém precisa ter vergonha de ser de esquerda”, alertou o petista.
No caso do Rio Grande do Norte o time da professora Fátima Bezerra vem realizando obras estruturantes para o estado com o apoio do governo federal, bem como colocou os salários do funcionalismo em dia pagos dentro do mês trabalhado. Detalhe: as águas de março já passaram e não houve nenhum atraso nos vencimentos dos servidores públicos, como alardeou em janeiro o vice-governador Walter Alves (MDB) como argumento para romper com Fátima e apoiar o ex-prefeito de Mossoró, Alysson Bezerra (União Brasil) para governador com a chancela das oligarquias Maia e Alves.
Mexer em times que vêm dando certo é um erro e um risco que o eleitor (a) corre. Veja por exemplo, o candidato bolsonarista a governador do Rio Grande do Norte Álvaro Dias (PL), que quando prefeito de Natal deixou como legado para os natalenses a engorda da praia de Ponta Negra (ou alargamento artificial), que se trata de uma obra de engenharia costeira que amplia a faixa de areia, utilizando dragas para trazer areia do fundo do mar. Essa técnica visa combater a erosão, conter o avanço do mar sobre construções e aumentar o espaço para o turismo. Mas o resultado foi que quando chove a praia fica cheia de lagoas artificiais prejudicando o turismo e os barraqueiros que sobrevivem do comércio à beira mar, além dos cascalhos que ficaram nas areias. Uma obra que custou milhões aos cofres públicos.
Daí, repetir o presidente Lula: “A democracia não morreu e ninguém precisa ter vergonha de ser de esquerda”.
Fiquem atentos eleitores (as) aos engodos eleitorais da direita e da extrema-direita. Esse filme já vimos!
Foto reproduzida da Internet