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Empossado no comando da Petrobras, Coelho defende combustíveis atrelados a dólar e petróleo

Está no portal Brasil 247

José Mauro Ferreira Coelho tomou posse nesta quinta-feira (14) na presidência da Petrobras, após ter o seu nome aprovado para o comando da empresa pelo conselho de administração da estatal [1] também nesta quinta.

Apesar da sua indicação ter sido por conta dos sucessivos aumentos dos combustíveis, que levaram uma crise do governo com o então presidente da estatal Joaquim Silva e Luna – que foi demitido no fim de março -, Coelho defende a manutenção da política de preços da Petrobras, que vincula os preços dos combustíveis às cotações do dólar e do petróleo no mercado internacional. 

Segundo ele, a manutenção da paridade com o mercado internacional é “necessária” para o país. “A prática de preços de mercado é condição necessária para criação de um ambiente de negócios competitivos, para a atração de investimentos, para ampliação da infraestrutura do país e para a garantia do abastecimento”, discursou ele.

Disse ainda que vai “dar continuidade ao processo da promoção da concorrência no refino e no abastecimento” e, para isso, fazer “desenvestimentos” no setor.

Em outubro do ano passado, em entrevista à Agência Brasil, Coelho defendeu que a alta dos combustíveis não é um fenômeno brasileiro, mas uma onda que pegou o mundo.

Com um discurso que agrada os acionistas, mas impacta diretamente na renda da população, Coelho diz que o Brasil precisa acompanhar os preços externos para garantir o abastecimento, já que não refina todo o combustível consumido.

“Nós temos que ter os preços do mercado doméstico relacionados à paridade de preços de importação (PPI), porque se assim não fosse, não teria nenhum agente econômico com aptidão ou vontade de trazer derivados para o mercado doméstico e poderia ter desabastecimento no país”, disse.

Prometeu ainda “maior integração com o Congresso, com o Executivo Federal e com os Poderes Executivo e Legislativo dos estados”, ou seja, “uma Petrobras que trabalhará mais para fora”.

Coelho foi presidente do conselho de administração da Pré-Sal Petróleo (PPSA) e ocupou o cargo de secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia (MME) até outubro do ano passado.

Foto reproduzida da Internet

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