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A Audiency Brasil Tecnologia, de Florianópolis, citada como a empresa contratada pela campanha de Jair Bolsonaro (PL) que teria identificado que rádios do Nordeste teriam deixado de veicular mais de 154 mil inserções da campanha [1] pela reeleição do atual ocupante do Palácio do Planalto, não possui autorização para realizar serviços de auditoria, como dito pelo ministro das Comunicações, Fábio Faria, na segunda-feira (24).
De acordo com os dados do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), divulgados no Twitter pelo cientista político Christian Lynch, a descrição da atividade principal da Audiency é o “desenvolvimento e licenciamento de programas de computador customizáveis”.
“A empresa escolhida por Fábio Faria para ‘fazer auditoria’ nas rádios nordestinas sequer tem autorização para ‘fazer auditoria’. É uma firma de suporte técnico de internet de algum amigo, que emprestou o nome em troca de dinheiro. Como tudo no bolsonarismo, a empresa é falsa”, escreveu Lynch na postagem.
Ainda segundo os dados do CNPJ, as atividades secundárias da empresa envolvem a gravação de som e edição de música, desenvolvimento de programas de computador sob encomenda, suporte técnico, manutenção e outros serviços em tecnologia da informação, tratamento de dados, provedores de serviços de aplicação e serviços de hospedagem na internet, marketing direto, pesquisas de mercado e de opinião pública, além de produção musical.
Foto reproduzida da Internet