Sem querer ser chato, mas sendo, volto a repetir que o governo interino do presidente Temer representa as classes dominantes deste país varonil. E depois não digam que não falei de flores, como diria Geraldo Vandré.
O Globo noticia hoje, sim, falo do jornal da família Marinho, que o saldo de mais de R$ 300 bilhões do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), administrado pela Caixa Econômica, está na mira dos bancos privados. Segundo o jornal, instituições como Santander e Bradesco estão interessadas em quebrar o monopólio do banco público e dispostas a pagar mais pela poupança do trabalhador.
Atualmente, o dinheiro depositado no Fundo rende 3% ao ano mais Taxa Referencial, que está em 2% no acumulado em 12 meses, abaixo da inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), de 9,49% em 12 meses. o indicador mede a variação do custo de vida de famílias com renda de até cinco salário mínimos – realidade de boa parte dos trabalhadores.
A principal vantagem seria o acesso dos bancos privados a uma montanha de recursos, considerada estável, que lhes permitiria investir em projetos de longo prazo, com retorno atraente. Vale ressaltar, porém, que uma eventual mudança, mesmo que apoiada pelo governo, dependeria do aval do Congresso, afirma ainda, O Globo.
Na semana passada, o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, anunciou em coletiva que o governo do presidente em exercício, Michel Temer, vai encaminhar até o fim do ano ao Congresso Nacional propostas para a reforma trabalhista e para a regulamentar o processo de terceirização no país.
Não custa repetir que sobre a terceirização, o ministro do Trabalho informou que a proposta do governo contemplará a regulamentação de contratos de “serviço especializado”, mas não deu mais detalhes sobre o assunto.
Este é ou não o governo do entreguismo?
A conferir!