Está no G1
Após um dia de paralisações de servidores públicos estaduais do Rio Grande do Sul devido ao parcelamento de salários anunciado na última semana, a terça-feira (4) deve ser mais um dia de retaliação à medida. As entidades responsáveis pelos serviços de segurança pública e educação planejam manter os serviços funcionando parcialmente até o próximo dia 18, quando todas as categorias do funcionalismo deverão definir se haverá uma greve geral.
Na área da educação, o CPERS-Sindicato, que representa os professores da rede pública estadual, orienta os docentes a trabalhar em turno reduzido até o dia 17, véspera da assembleia geral da categoria. Em meio à paralisação parcial, uma caravana percorrerá o interior do estado para debater a mobilização.
Na área da segurança, policiais civis e militares deverão manter a operação padrão. De acordo com a Abamf, que representa cabos e soldados da Brigada Militar, apenas os carros da polícia que estiverem com a situação regularizada irão às ruas, assim como aconteceu na segunda-feira (3). Além disso, policiais que não tiverem uniformes e equipamentos adequados para o trabalho ficarão dentro dos quartéis.
Já as entidades que representam delegados e oficiais da Brigada Militar planejam realizar uma assembleia em conjunto para definir ações. O presidente da Associação de Oficiais da Brigada Militar (ASOFBM), coronel Marcelo Frota, ressalta que as medidas a serem tomadas terão cuidado para não prejudicar a população.
Na noite desta segunda (3), o governador José Ivo Sartori (PMDB) anunciou em entrevista coletiva a criação de um grupo de trabalho envolvendo representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário com o objetivo de gerir a crise nas finanças do estado. “Resolvemos criar o grupo para justamente abraçar essa causa, trabalhar em conjunto para olhar toda a realidade financeira do Rio Grande do Sul”, disse o governador.