Nunca mais se ouviu falar no Foliaduto – desvio de mais de R$ 2 milhões de recursos do governo do Rio Grande do Norte para pagamento de bandas “fantasmas” no interior do estado -; da Operação Higia – licitações fraudulentas na Secretaria Estadual de Saúde -; e da Operação Impacto – suspeitas de corrupção envolvendo 13 vereadores na Câmara Municipal de Natal e empresários do setor imobiliário quando da revisão do Plano Diretor da cidade.
Isso pra não falar no mensalão da publicidade no primeiro governo Wilma de Faria – esquema de cobrança de 20% de comissão por parte do marqueteito da governadora, o publicitário Alexandre Macedo, às agências de propaganda que trabalhavam para o governo à época, e o caso do Ouro Negro, esse um escândalo nacional onde os nomes da governadora Wilma de Faria e de um parente foram citados em gravações telefônicas constantes do inquérito policial anexo ao processo que está parado no STJ [Superior Tribunal de Justiça].
A verdade é que a descrença no desfecho de escândalos dessa natureza perante a sociedade é uma realidade. E o pior: Parecem que todos sabem que isso não vai dar em nada, serve apenas para manchetes de jornais, e que a impunidade vai continuar prevalecendo nesse país, onde ser honesto virou sinônimo de burrice. Todos ficam agora apostando qual será o próximo escândalo. Parece novela da TV Globo. Quando não dá mais Ibope o autor acaba apressando o seu final com um script o mais rídiculo possível. E aí anuncia-se a próxima novela. É o caso dos escândalos no Brasil e, claro, no Rio Grande do Norte. Quais serão os próximos? As apostas estão abertas.