Já falei sobre isso neste mesmo espaço sobre o assunto. Escândalos no Brasil são como telenovelas. Quando tem Ibope a audiência vai lá pra cima. Depois…
A farra das passagens no Congresso, por exemplo, segue em destaque nos noticiários. Não se vê mais falar no Castelo do deputado Edmar Moreira (MG); na mansão de R$ 5 milhões do ex-diretor geral do Senado, Agaciel Maia; no jatinho do deputado João Maia (PR-RN) não declarado à Justiça Eleitoral; no caso Daslu; enfim, vários outros escândalos recentes que já começam a ficar “apagados” na memória do leitor-eleitor. A Operação Satiagraha ainda rende porque querem pegar o delegado Protógenes Queiroz. Não fosse isso, a CPI dos Amigos de Dantas [dos Grampos] já teria tido um fim.
No Rio Grande do Norte, mas especificamente em Natal, capital do estado, o assunto que predomina agora é caso dos medicamentos estocados e que ficaram estragados supostamente por negligência da administração passada. Inventaram até uma CEI [Comissão Especial de Inquérito] mista, ou seja, um colegiado formado por vereadores e deputados para apurar o caso sem nenhuma base jurídica legal. Trata-se de mais um factóide.
Mas escândalos como a Operação Impacto – denúncias de corrupção envolvendo 13 vereadores na Câmara Municipal de Natal -, Foliaduto – desvio de mais de R$ 2 milhões na Fundação José Augusto, com contratação de “bandas fantasmas” para tocar em carnavais no interior do estado -, e Operação Higya – licitações fraudulentas envolvendo empresas terceirizadas para prestação de serviços de limpeza e higiene na Secretaria Estadual de Saúde -, nunca mais ouvimos falar. Por que será hein? Será que não estavam dando mais Ibope?