A parceria entre a Secretaria Municiupal de Educaçãoi e o governo federal no Programa Escola Aberta já está colehndo os primeiros resultados em Natal. Pelo menos 12 escolas da rede municipal de ensino abrem suas portas nos finais de semana para oferecer cursos de iniciação no mercado de trabalho e opções de cultura, lazer e esportes a famílias de baixa renda.
Uma média de 400 pessoas são atendidas por cada escola no programa. Para atender a todos os interessados as aulas começam logo cedo, às 8h do sábado e do domingo, e vão até o fim do dia. A idéia é trazer a escola para dentro da comunidade e levar a comunidade para a escola.
O programa permite que a população de baixa renda tenha acesso a opões de lazer e cultura, além de propiciar aos participantes cursos de iniciação profissional por meio da escola. Segundo a coordenadora-geral do projeto, professora Telma Lúcia, esse programa foi iniciado no ano passado numa experiência inédita no Rio Grande do Norte com o nome de Fazenda Escola Cidadã, mantida com recursos do orçamento municipal. Este ano é que o governo federal entrou como parceiro.
Toda escola que participa do projeto também tem um coordenador da própria comunidade que dirige as atividades nos fins de semana. A proposta é dividir as responsabilidades com os moradores para que eles sintam-se parte do programa. As aulas são ministradas por profissionais que assinam um termo de voluntariado comprometendo-se a participar do Escola Aberta nos dias e horários fixados de acordo com às suas disponibilidades e a demanda da comunidade. A maioria recebe uma ajuda de custo de R$ 100,00 do MEC. Outros doam tempo e conhecimento.
Análise da Notícia
Está provado que quando se quer e se tem vontade política alguma coisa é feita em prol das comunidades carentes. O projeto Escola Aberta foi criado em meados de maio do ano passado pela Secretaria Municipal de Educação de Natal com o nome de Fazenda Escola Cidadã com recursos próprios do município. Inicialmente eram apenas quatro escolas da rede pública de ensino.
O objetivo era levar o saber e a cidadania às pessoas de baixo poder aquisitivo principalmente da periferia da cidade, utilizando-se pra isso o espaço físico das escolas nos finais de semana. O programa foi criando corpo e hoje conta com recursos federais.
A parceria entre a SME e o MEC teve início em janeiro deste ano e já rendeu frutos com trabalhos artesanais feitos pelas próprias alunas que participam desse projeto, assim como outras que aprendem a desenhar em tecidos de algodão ou aprendem algum tipo de instrumento musical. São selecionadas para participar das oficinas pessoas em condições financeiras mínimas que têm pouca ou quase nenhuma oportunidade para crescer na vida.