Sob o título “Pente fino”, o jornalista Cláudio Humberto escreveu em sua coluna, Diário do Poder, que a Comissão de Minas e Energia da Câmara vai passar um pente fino no setor eólico. Só na Bahia e no Rio Grande do Norte, até dezembro de 2013, 48 usinas estavam prontas, mas não operavam por falta de linhas de transmissão. O TCU estimou o prejuízo em R$ 929 milhões.
Lendo a nota, consultei o especialista em energia eólica Jean-Paul Prates, que é também presidente da Cerne (Centro de Estratégias em Recursos Naturais & Energia) que me disse o seguinte:
– Há uma conta de compensação pra isso, na tarifa energética. Algumas eólicas ficaram prontas em 2011 e 2012 (leiloadas em 2009/10) mas suas linhas de transmissão não. A Chesf foi punida com multa e proibição para participar dos leilões de transmissão até concluí-las. Mas o governo federal teve que pagar pela energia porque as eólicas cumpriram com seus prazos.
Prates disse ainda que os verdadeiros responsáveis (diretoria da Chesf a época indicado pelo pessoal do ex-governador de PE, Eduardo Campos – já falecido – deixou o governo às vésperas da eleição e não teve que se explicar.