A sucessão municipal em Natal continua gerando muita especulação por parte da imprensa. Volto a repetir o que disse o prefeito do Rio, César Maia em seu ex-blog: “Como a imprensa só cobre estratégias na campanha, ela se delicia com as peripécias políticas pré-eleitorais e sobre-enfatiza e sobrefiscaliza esse processo de dribles, habilidades, elogios e decepções tático-políticas pré-eleitorais”.
E é isso exatamente o que está ocorrendo no processo sucessório da capital do Rio Grande do Norte. É verdade que os líderes maiores do PSB – governadora Wilma de Faria – e do PMDB – senador Garibaldi Alves e o deputado Henrique Eduardo Alves – vêm conversando sobre a possibilidade de também unir em Natal a base aliada do governo Lula, com o PT encabeçando a chapa. Mas, todos sabem, inclusive, eles, que essa operação não é tão fácil assim, até porque, tanto o PSB, quanto o PMDB têm pré-candidaturas postas à sucessão do prefeito Carlos Eduardo Alves.
Até o momento, não se encontrou um candidato de consenso para viabilizar essa aliança, nem dentro do próprio PT, que dirá nos outros dois partidos. Além do mais, como é sabido, um deles vai sobrar – PSB ou PMDB – na chapa proporcional. Quem ficar de fora não vai aceitar de bom grado a proposta de ter à presidência da Câmara Municipal. Primeiro, que o partido que ficar de fora terá que viabilizar antes a candidatura do vereador que supostamente será o presidente do Legislativo. Aí são duas eleições: Viabilizar-se eleitoralmente, e depois viabilizar-se junto aos colegas vereadores para assumir à presidência do Poder Legislativo, que historicamente tem-se comprovado que não é tão fácil assim.
Daí continuar com a mesma posição: acho muito difícil essa aliança sair. O mais provável é que todos os partidos saiam com candidatura própria e num eventual segundo turno as alianças aconteçam. Do contrário, teremos certamente o que se pode chamar de anticandidatos. Ou seja, candidaturas que vão às ruas contra tudo e contra todos.