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Esquema de corrupção atinge o Ministério do Planejamento, diz MPF

Está no G1

A 18ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada nesta quinta-feira (13), investiga o desvio de até R$ 52 milhões em contratos com o Ministério do Planejamento, afirmam o Ministério Público Federal [1] e a Polícia Federal [2]. Empresas do Grupo Consist Software, que assinaram, sem licitação, contratos com a pasta, repassaram o dinheiro para operadores da Lava Jato.

Ao todo, R$ 37 milhões foram arrecadados pelo operador Alexandre Oliveira Correa Romano, um ex-vereador de Americana pelo PT, que foi preso nesta quinta. A outra parte, R$ 15 milhões, foi para Milton Pascowitch, que assinou acordo de delação premiada e está em prisão domiciliar.

O Grupo Consist fazia a gestão do software para empréstimos consignados para servidores federais. A grupo ganhava uma taxa mensal, de bancos e financeiras, por cada parcela de amortização mensal dos empréstimos que eram descontados das folhas de pagamento.

“É possível que os pagamentos sem causa da Consist a Milton Pascowitch e a Alexandre Romano estejam relacionados ao benefício por ela obtido junto ao Ministério do Planejamento”, diz o juiz Sérgio Moro, responsável pela operação na primeira instância, no mandado de prisão para Romano.

Milton Pascowitch recebeu o dinheiro pela Jamp Engenheiros, entre os anos de 2011 e 2014, e posteriormente destinou os valores a João Vaccari Neto [3], que então ocupava o cargo de tesoureiro do PT, segundo as investigações. O restante dos valores foi transferido a empresas ligadas a Alexandre Romano ou outras indicadas por ele, como empresas de fachada, consultorias e escritórios de advocacia.

“O esquema de corrupção é grande, sistemático e deve ser combatido de forma veemente”, afirmou o procurador Roberson Pozzobon. Segundo ele, operadores mostraram “audácia” ao continuar desviando dinheiro mesmo com as investigações em andamento, o que justifica as prisões cautelares.

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