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Está na Folha

Mesmo na crise, Lula turbina verbas para prefeitos aliados

– Em meio à crise econômica que provoca cortes em séries nos orçamentos das administrações municipais pelo país, o governo Lula turbinou, após as eleições, o caixa de um grupo de prefeituras que serão comandadas por aliados em 2009.

Na lista dos principais beneficiados com o dinheiro da União para tocar obras e programss sociais despontam cidades cujos prefeitos foram eleitos por PT e PMDB, respectivamente o partido do presidente e o aliado preferido do Planalto para a disputa em 2010.

Das 20 cidades que mais receberam verbas nos últimos meses, 18 estão  em 2009 sob a tutela de siglas aliadas do Planalto. Dessa lista, 65% delas serão chefiadas pelo PMDB (7) e PT (6). As demais serão administradas por PTB (2), PSB (2) e PCdoB (1). Os dois casos de legendas de oposição são São Luís (MA), cujo eleito foi o tucano João Castelo, e São Paulo, de Gilberto Kassab (DEM).

A Folha analisou as transferências de verbas “liberadas” – ou seja, já disponíveis nos cofres dos municípios – por meio de convênios diretos entre ministérios e prefeituras, de outubro a dezembro, no universo do chamado “G79” [26 capitais e 53 municípios], o grupo das cidades com maior densidade eleitoral. No caso das cidades onde a eleição foi definida em segundo turno, só foram contabilizadas as transferências após a divulgação do resultado final.

Análise da Notícia

A reportagem da Folha chama a atenção para o fato do PV ser um aliado no plano nacional do Planalto, mas a prefeitura de Natal (RN), comandada agora pela pevista Micarla de Souza não ter sido contemplada pelos convênios. Certamente, o resultado do pleito na capital do Rio Grande do Norte não agradou ao presidente Lula. Até porque, o maior aliado de Micarla na campanha foi o líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN), opositor ferrenho ao governo petista. Aliás, a própria deputada federal Fátima Bezerra (PT), que perdeu a disputa para Micarla já havia cantado a bola na campanha eleitoral. Na época, a petista dizia que se ela fosse eleita a liberação de recursos federais para Natal seria mais fácil de conseguir, até pelo fato dela ter um trânsito livre nos ministérios em Brasília. Dito e feito. O resultado está aí. Diante da crise que assola o mundo e o país, não resta outra alternativa a Micarla de Souza senão adotar medidas para redução de gastos e austeridade fiscal, a começar pelo enxugamento da máquina administrativa. Aliás, sobre isso, a própria prefeita em seu discurso de posse já disse saber que “administrar Natal é uma tarefa complexa, especialmente nesse momento de forte crise, com a diminuição da atividade econômica e o encolhimento dos investimentos públicos e privados”. Portanto, é como dissemos em nota neste mesmo espaço, Micarla já tirou a carta de seguro.

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