Reajuste beneficia 6% do eleitorado nacional
O reajuste sancionado pelo presidente Lula favorecerá diretamente 8,4 milhões de aposentados e pensionistas, algo como 6% do eleitorado nacional, um contingente superior ao de todos os eleitores do Rio Grande do Sul -e em tendência de alta. Os interessados nas políticas previdenciárias formam um grupo ainda maior. Se somados aqueles que recebem benefícios vinculados ao salário mínimo, a clientela do Instituto Nacional do Seguro Social chega a 20% dos brasileiros aptos a votar nas eleições de outubro, número equivalente a quase todo o eleitorado paulista. Essas quantidades pesam mais que os eventuais argumentos jurídicos, econômicos ou sociais destinados a justificar o ganho real de 4% proporcionado pela medida, aprovada com entusiasmo pelo mundo político e suavemente combatida pela área técnica do Executivo.
Análise da Notícia
A Folha destaca a sanção do presidente Lula para o reajuste dos aposentados dando uma conotação política-eleitoreira. Esquece o jornalão paulista que a grande maioria dos aposentados não é mais obrigada a votar. Portanto, essa conotação que o matutino dá não tem nada a ver. Por outro lado, esquece ainda a Folha que houve uma grande presssão por parte dos aposentados para que o Congresso Nacional aprovasse o reajuste. Querer dizer agora que Lula sancionou o projeto de lei que dá 7,7% de aumento para as aposentadorias só porque é um ano eleitoral é querer fazer o eleitor de besta. Se Lula até exitou em conceder o reajuste temendo um rombo ainda maior na Previdência, como agora a Folha insinua que foi uma medida eleitoreira?