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Está no Blog do Noblat

Jornal americano terá redação aberta à comunidade [1]

Do blog Jornalismo nas Américas [2]

Por Summer Harlow [3]/AP

Blogueiros, jornalistas cidadãos, repórteres profissionais e leitores de jornais [4] atuarão juntos em um novo conceito de redação aberta à comunidade anunciado pela empresa de mídia Journal Register Company, com sede em Connecticut [5], informou a Editor & Publisher.

A empresa explicou que, como parte de sua política de colocar o “digital em primeiro lugar [6]”, vai transferir a redação de seu jornal, The Register Citizen, para um velho armazém, para permitir um maior “acesso da comunidade e uma maior participação dos leitores no processo de apuração das notícias”. [7]

A nova redação aberta à comunidade incluirá um “laboratório de meios comunitários”, no qual blogueiros e colaboradores poderão trabalhar; uma “sala de reuniões comunitária”, que funcionará como sala de aula para a Escola de Jornalismo Comunitário do jornal; uma “cafeteria da redação”, com café, bolinhos e internet sem fio gratuita para a comunidade e um arquivo que os leitores poderão consultar.

O blogueiro Bud Wilkinson admitiu que seu lado “jornalista jurássico” pensou inicialmente: “se, por telefone, é fácil dizer a uma pessoa que tenho um prazo a cumprir e não posso falar, pedir a alguém que me deixe em paz pessoalmente será um pouco mais difícil”.

Mas ele diz que vê duas boas razões para a criação de uma redação aberta [8]: “Ela dará espaço a matérias que, de outra maneira, não seriam sugeridas, porque, literalmente, inclui a comunidade no processo de apuração das notícias, além de oferecer conteúdo gratuitamente”.

No entanto, Wilkinson também lamentou: “É nisso em que o negócio das notícias se transformou. Já não se trata mais da cobertura de notícias —de investigar corrupção na prefeitura, apurar desperdício de dinheiro do contribuinte ou ajudar quem é incapaz de ajudar a si próprio—, mas de oferecer conteúdo. Não importa se esse conteúdo é, em grande parte, formado por notícias não tão relevantes, mal escritas e cheias de buracos. O que importa é que o site seja atualizado com frequência, mesmo que com informações deficientes e incompletas. Quem precisa de um jornalista qualificado e com experiência ou de um bom narrador?”

Mateo Ingram escreveu para o GigaOM que o aspecto mais interessante desse novo conceito de redação é que ele não se baseia na imposição de um preço para o acesso ao conteúdo, como fazem alguns jornais atualmente.

Para ele, está se criando um novo “ecossistema de noticias [9]”.

E acrescentou: “É bom ver um editor que não somente fala sobre colocar o ‘digital em primeiro lugar’, como põe em prática o que diz”.

Obs do blog: É o jornalismo se adaptando a nova realidade

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