– O nosso presidente , com as últimas declarações sobre uma revisão histórica do “Consenso de Washington”, não deixa dúvidas sobre a postura do Brasil no novo cenário mundial e na nova época que estamos vivendo.
Estaremos ao lado dos países e nações, e dos líderes e governantes que se dispõem a mudar radicalmente a atual ordem internacional e suas instituições multilaterais, começando pela ampliação do fórum de decisão para o G20 [grupo de países constituído pelos sete mais ricos do mundo, mais a Rússia e mais uma dúzia de emergentes].
Isso significa, primeiro, rever a forma, métodos e os objetivos do FMI, e do seu banco, o Bird, da Organização Mundial do Comércio, e da Organização das Nações Unidas, a ONU, com a reorganização do Conselho de Segurança.
Há que se retomar, também, as negociações de Doha, ampliando seu caráter para incorporar nas discussões sobre o sistema financeiro internacional a sua regulação e taxação, e uma revisão das políticas de financiamento e crédito dos organismos multilaterais e dos países desenvolvidos, particularmente para as nações pobres.