– Não posso deixar de manifestar minha posição à proposta de uma janela para a infidelidade partidária, que pode, inclusive, receber o apoio do governo em sua nova proposta de reforma política. O país não pode conviver com normas, como a infidelidade partidária, o sistema de financiamento privado e o voto uninominal nas eleições.
Meus amigos, ou avançamos para a fidelidade partidária de fato e para um sistema de listas de candidatos, pois já temos o voto de legenda [podendo então vir, também, o financiamento público de campanha], ou o nosso sistema político continuará viciado, dominado e controlado pelos doadores privados.
Com todas as conseqüências que conhecemos – direcionamento de emendas, licitações, favorecimento e tráfico de influência, advocacia administrativa, e por aí vamos.
Obs do Blog: Concordo em gênero e grau com o ex-ministro e ex-deputado José Dirceu. A prática da infidelidade aos partidos políticos e do fisiologismo leva ao desgaste da classe política brasileira. Abrir em todo mandato uma brecha para se praticar a infidelidade é o mesmo que trocar seis por meia dúzia. Ou seja: Tudo fica dantes como no Quartel de Abrantes.