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Está no Correio Braziliense

Cabo de guerra no plenário

Embalados com a conquista de parte dos royalties do petróleo do pré-sal que ainda não começou a ser explorado, os estados não produtores vão lutar para tentar obter uma fatia dos recursos das áreas já licitadas e que hoje estão fora das novas regras em análise no Congresso. Pelas contas preliminares feitas pelos governadores de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), e do Ceará, Cid Gomes, seriam R$ 2,2 bilhões a mais para dividir entre todas as unidades da Federação. “Pedimos ao relator e como ele disse não vamos travar essa disputa no plenário”, disse Campos, ao deixar o gabinete do líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), autor do relatório que institui o sistema de partilha da produção.

Esse projeto é o mais polêmico do pacote do pré-sal e ontem teve a sua votação adiada pela terceira vez, graças a uma aliança tática entre os deputados do Rio de Janeiro e a oposição. O DEM, antigo PFL, é contra todo o projeto e não aceita a adoção do sistema de partilha da produção, a prioridade do governo. O partido prefere o atual modelo. Os deputados da base aliada do Rio e do Espírito Santo concordam com o novo sistema, mas não admitem perder receita de royalties. “Sou a favor da partilha, é bom que isso fique claro para que a oposição não venha fazer intriga na base do governo”, comentou o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ). Juntos, cariocas e oposição terminaram por levar o governo a aceitar o adiamento por mais 24 horas.

Análise da Notícia

Transportando a querela nacional envolvendo os estados produtores da camada do pré-sal e os não produtores com relação a partilha dos royalties, e agora com o DEM também na jogada contrário a posição do líder da bancada do PMDB na Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), autor do relatório que institui o sistema de partilha da produção, agora sim é que o peemedebista, também como presidente estadual do diretório do PMDB no Rio Grande do Norte será contrário a uma aliança com os democratas no estado visando as eleições de 2010 como deseja o senador Garibaldi Alves (PMDB-RN), seu primo.Henrique, certamente, não deve estar nada satisfeito com a posição do partido do senador José Agripino Maia (RN) em relação ao seu relatório. A conferir!

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