Reprovação no combate à lavagem de dinheiro
A reprovação do Brasil no processo de combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrrorismo pelo Grupo de Ação Financeira Internacional (1)(Gafi), prevista para acontecer em junho, em Amsterdã, na Holanda, é inevitável e de fácil entendimento para qualquer cidadão. Levantamento do número de processos em tramitação nos Tribunais Regionais Federais deixa claro que a aplicação de punição aos réus acusados desse tipo de crime é praticamente impossível no país em razão da falta de estrutura do Judiciário para a análise das ações, além de deficiências na legislação específica. Hoje, são 60,7 mil processos em tramitação nas varas especializadas em lavagem de dinheiro, instaladas em 14 estados e no Distrito Federal, sendo que, em alguns estados, como Minas Gerais, até o fim do ano passado um único juiz era responsável pela instrução de quase 6 mil ações, ou seja, 10% do total no país.
Análise da Notícia
Lamentávelmente o Brasil ainda deixa a desejar no que se refere ao combate à lavagem de dinheiro. Uma ou outra ação espetaculosa da Polícia Federal se faz de vez em quando. Afora isso, entra ano sai ano a lavagem de dinheiro continua em nosso país. Natal, capital do Rio Grande do Norte, por exemplo, foi e continua sendo um paraíso para esse tipo de negócio. Porta de entrada e saída do Brasil a capital potiguar se tornou nos últimos anos uma das principais referências para grupos espanhóis e italianos investirem principalmente em imóveis para lavar dinheiro sujo. O combate continua, mas muito ainda aquém do esperado. E olhe que Natal está entre as 12 cidades para sediar a Copa do Mundo de 2014 que se realizará no Brasil. Uma grande oportunidade para grupos estrangeiros continuarem lavando dinheiro por estas terras de Poti.