Dilma e Serra negam que farão acerto nas contas públicas
No auge da campanha eleitoral, a candidata do PT, Dilma Rousseff, e o candidato do PSDB, José Serra, negam o que muito provavelmente está nos seus planos para um eventual governo: o ajuste fiscal, que equivale, na prática, ao reordenamento das finanças federais para acomodar as prioridades de um projeto novo para o país – que prometem todos os dias na TV, mesmo que no caso de Dilma esse projeto seja a continuidade do governo Lula.
Os candidatos fogem do tema porque ele está associado a medidas impopulares, como o corte de vantagens e benesses para segmentos do eleitorado, inclusive os indecisos. A necessidade de um ajuste nas contas públicas, no acender das luzes do novo governo, é, no entanto, enfatizada por representantes dos dois partidos.
O tucano José Serra, que vinha mantendo um discurso alinhado ao de seu partido – em defesa de cortes nos gastos públicos para facilitar a queda dos juros e abrir espaço no Orçamento para mais investimentos – recuou esta semana, ao negar que fará um ajuste fiscal nas contas públicas, caso eleito. E ainda insinuou que o PT o fará, como fez em 2003.