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Rio Grande do Norte tem segundo maior grau de desenvolvimento do Nordeste

– Pesquisa realizada pela FGV Projetos, unidade da Fundação Getúlio Vargas, revela que o Rio Grande do Norte ocupa a 2ª posição no Nordeste, em termos de desenvolvimento, medido pelo IDESE [Índice de Desenvolvimento Socioeconômico]. Entre 2001 e 2007, período da pesquisa, o indicador saltou de 23,6 para 46,8, levando o estado da condição de baixíssimo grau de desenvolvimento, para médio desenvolvimento.

Os grandes destaques são o aumento da renda das famílias e a diminuição da pobreza e desigualdade, “representando um impacto positivo dos programas de transferência de renda”, afirma o estudo. Apesar de uma melhoria consistente, indicadores de saneamento e educação não seguiram a mesma velocidade da renda e do consumo. A cobertura da rede de esgoto teve uma expansão da ordem de 35% e o acesso ao banheiro teve um crescimento de 26%.

Ranking – A 1ª posição é ocupada por Sergipe, com 48 pontos, que, junto com o Rio Grande do Norte, são os únicos estados nordestinos no grupo de médio desenvolvimento. Entre 2001 e 2007, alguns estados passaram do grupo de baixíssimo desenvolvimento para o de baixo desenvolvimento, como Pernambuco (38,65), Paraíba (37), Bahia (36,8) e Ceará (31,6). Ao mesmo tempo, Alagoas (21,6), Maranhão (15,8) e Piauí (11,4) apesar de registrarem melhora, ainda permaneceram no patamar de IDSE baixíssimo.

A evolução da renda foi uma constante entre os estados do Nordeste, principalmente em função do Bolsa Família e de investimentos privados realizados na região. No entanto, na maioria dos estados, os indicadores saneamento básico, educação, pobreza e desigualdade, e moradia revelaram que o aumento da renda não tem se refletido em melhoria da qualidade de vida.

O IDSE traça um retrato do Nordeste com base em 36 indicadores agrupados em oito temas: saneamento básico, qualidade de moradia, educação, segurança pública, renda, emprego, desigualdade e pobreza. Dentro de uma classificação que vai de 0 a 100, o IDSE divide Estados entre mais desenvolvidos (de 81 a 100), de desenvolvimento médio (de 41 a 80) e de baixo desenvolvimento (de 0 a 40). O resultado serve de alerta e guia para os governos locais.

Por Evam Sena, especial para a Política Real, com edição de Genésio Junior

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