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Estão brincando de fazer política

Como é mesmo, acho que não entendi. A Câmara Municipal de Natal aprovou a instalação, sem ao menos ser colocada em votação, de uma CEI [Comissão Especial de Inquérito] mista – em conjunto com a Assembléia Legislativa – para apurar denúncias sobre possíveis irregularidades cometidas na administração passada de remédios estragados? E o pior: o colegiado misto foi aprovado sem nenhum fundamento jurídico. Sei não, mas estão brincando de fazer política.

A propósito. A prefeita Micarla de Souza (PV) disse que foram feitas duas auditorias, uma interna e outra externa contratada pelo poder público para apurar o caso, além de uma sindicância. Mas cadê os resultados? Quem são os culpados pelos remédios estragados? A alcaide acusa o ex-prefeito Carlos Eduardo Alves (PSB) de negligência e disse que ele chegou a sofrer duas intervenções a respeito do armazenamento dos remédios na época em que estava a frente da administração municipal, mas não tomou nenhuma providência. E por que então ela [Micarla] não denunciou isso à imprensa na época?

As informações são de que foram R$ 5 milhões de medicamentos estocados e estragados por negligência da administração passada. O ex-secretário municipal de Saúde, Edmilson Albuquerque, disse que o valor total da compra chegou a R$ 6,8 milhões. Sendo assim, quase a totalidade dos medicamentos foram estragados. Portanto, quase nenhum remédio foi distribuído à população. Se tiver fundamento isso é grave, o que segundo ele, não procede. Por outro lado, a também ex-secretária municipal de Saúde Aparecida França, ressaltou que o porcentual de descarte de remédios está entre 10% e 20%.

Mas com duas auditorias e uma sindicância os nossos edís ainda querem uma CEI mista? Pra quê? Não se tem já o nome dos culpados? Quem estava a frente da SMS é quem responde por isso. Acho que os vereadores governistas estão querendo mais é holofote ou criar um factóide, como já disse em editorial anteriormente, para esconder o fracasso dos 100 primeiros dias da administração Micarla de Souza.

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