por Alex Solnik, no Brasil 247
Abrir o sigilo bancário e levá-lo ao TSE talvez tenha sido a melhor decisão de Lula na campanha do segundo turno.
O debate pode não tê-lo ajudado a subir, mas derrubou Flávio. Seu grande erro foi aceitar os conselhos de Pablo Marçal — cassado pela Justiça Eleitoral e inelegível. O estilo agressivo e desrespeitoso afasta eleitores. Assusta, sobretudo, os indecisos, que são o fiel da balança nesta reta final.
Flávio foi Pablo Marçal o tempo todo. Mentiu o tempo todo, debochou, fez caras e bocas e desrespeitou o presidente da República, mais velho do que ele. O eleitor não fanatizado rejeita esse tipo de coisa. Aprendeu desde pequeno que os mais velhos têm de ser respeitados. Isso já está aparecendo nas pesquisas qualitativas.
“Nunca interrompa seu inimigo quando ele estiver cometendo um erro”, disse Napoleão. Não se deve cobrar que ele abra seu sigilo, nem que abandone o estilo Pablo Marçal. Melhor deixá-lo continuar errando, rumo à lata de lixo da história.
* Alex Solnik, jornalista e escritor, colunista do Brasil 247 e comentarista na TV 247, é autor de mais de 20 livros, dentre os quais “Bar Brasil” (com Paulo Caruso), “O Cofre do Adhemar” (Editora Jabuticaba), “O dia em que conheci Brilhante Ustra” (Geração Editorial) e “O Código 12” (Matrix Editora)
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