Parece que a frase virou uma mania para aquelas pessoas que ocupam algum cargo público no Brasil. O presidente Lula fez escola. Lendo hoje a entrevista do secretário-adjunto de Tributação, Izenildo Ernesto da Costa no jornal Tribuna do Norte, sobre o seu suposto envolvimento no escândalo denominado de “máfia dos combustíveis” – esquema nacional de sonegação fiscal que envolvia a American Distribuidora de Ccombustíveis – custo a acreditar que o trato com a coisa pública nesse país não é levado a sério.
Izenildo Ernesto da Costa, denunciado por suposto envolvimento em crimes de corrupção passiva e contra a ordem tributária pelo MP [Ministério Público], foi nomeado secretário-adjunto da Secretaria Estadual de Tributação em 4 de junho do ano passado. Ele está sendo acusado de ter enviado carta à refinaria de Manguinhos que assegurou à empresa American Distribuidora uma compra de R$ 33 milhões de combustível sobre o qual o Rio Grande do norte não recolheu. Ele nega tudo e diz que não sabia de nada, e o pior, afirmou na entrevista que não conhece o irmão da governadora Wilma de Faria (PSB), Fernando Faria, e o seu genro, Carlos Sena, também citados pelo MP no esquema.
Por outro lado, a assessoria de Comunicação do governo alega que tanto Fernando Faria como Carlos Sena não trabalhavam no governo na época do escândalo, e que vão apresentar defesa. E aí. O fato de não terem cargo na administração estadual não os inocentam. Neste caso usaram do poder de influência, o que não deixa de ser também um crime. Mas não deve-se fazer juizo de valor. Vamos esperar os fatos.