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presidente Donald Trump, que controla diretamente o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, pode usar ex-dirigentes da Venezuela para forjar delação contra líderes de esquerda da América Latina.
Esta possibilidade cresceu desde que o empresário Alex Saab foi preso em Caracas e deportado para os Estados Unidos no início de 2026, numa reversão histórica bancada pela presidenta em exercício Delcy Rodríguez.
Saab foi próximo de Hugo Chávez e era tido como ‘laranja’ de Nicolás Maduro por autoridades estadunidenses.
Maduro foi sequestrado no 3 de janeiro e levado para Nova York, onde segue preso com a primeira dama Cilia Flores.
No dia 16 de janeiro o diretor da CIA, John Ratcliffe, tornou-se a primeira autoridade de alto escalão do governo Trump a desembarcar em Caracas.
Historicamente, a Venezuela foi um hub dos Estados Unidos para vigiar a América do Sul e especialmente o Caribe. A Direção dos Serviços de Inteligência e de Prevenção (DISIP) venezuelana era quase um braço da CIA.
O terrorista Luis Posada Carriles, cubano naturalizado venezuelano, recebeu treinamento da CIA e foi informante da DISIP. Ele teve extensa participação em ações contra Cuba e o governo sandinista da Nicarágua.
Carriles é o mentor intelectual de um dos primeiros atentados contra a aviação civil no planeta: a derrubada do vôo 455 da Cubana de Aviación, que partiu de Barbados e explodiu no ar no dia 6 de outubro de 1976. Morreram 73 civis, dentre os quais uma equipe de esgrima de Cuba que havia disputado um torneio na Venezuela.
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