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O líder da Al-Qaeda Ayman al-Zawahiri foi morto no sábado [1] (30) por dois mísseis pouco conhecidos que foram desenvolvidos com base em mísseis Hellfire. Os artefatos foram disparados de um drone e causaram poucos danos colaterais.
Isso sugere que os Estados Unidos [2], que fizeram a operação, têm essas armas que ainda não foram plenamente apresentadas ao público e são específicas para usar em situações em que não há combate.
O Hellfire modificado chama-se R9X. É um míssil que não tem uma ogiva para detonar e não explode: ele tem seis lâminas afiadas que têm como propósito fatiar o alvo.
Segundo dirigentes do governo dos EUA, os mísseis mataram Zawahiri em um momento em que ele estava na varanda de sua casa no centro de Cabul, no Afeganistão [3], no fim de semana.
Um funcionário de alto escalão do governo confirmou a repórteres que dois mísseis Hellfire foram disparados de um veículo aéreo não tripulado em Zawahiri. Autoridades dos EUA disseram que ninguém mais foi morto ou ferido no ataque.
A CIA foi responsável pelo ataque, mas a agência não faz nenhum comentário sobre a operação.
Os mísseis Hellfire, feitos pela Lockheed Martin, são munições guiadas com precisão para ataques feitos do ar para a terra que normalmente causam danos significativos: eles podem derrubar prédios inteiros e matar ou ferir gravemente qualquer pessoa próxima.
Imagens publicadas em redes sociais evidenciam que há uma explosão com as características de um R9X, disseram fontes familiarizadas com a arma.
As imagens mostraram janelas destruídas no segundo andar, mas a estrutura da casa permaneceu intacta, ainda que tenha sido atingida.
Mais de 29 entidades possuem mísseis Hellfire, mas muito pouco se sabe publicamente sobre a versão modificada.
Autoridades acreditam que o R9X tem menos probabilidade de causar baixas civis porque, em vez de explodir, o míssil corta alvos com lâminas afiadas.
O MQ-9 Reaper, fabricado pela General Atomics, é o único drone conhecido publicamente por transportar o míssil Hellfire.
Uma porta-voz das Forças Armadas dos EUA encaminhou uma consulta sobre os mísseis R9X ao Comando de Operações Especiais dos EUA, que seria o principal comprador do míssil e não fez comentários imediatos.