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Exército x PMDF: general Dutra rebate acusações de ex-comandante em CPI

Está no Metrópoles

O último depoimento prestado à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Atos Antidemocráticos [1] colocou a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) [2] e o Exército Brasileiro [3] em um conflito de versões. O general Gustavo Henrique Dutra [4], ouvido nessa quinta-feira (18/5), rebateu acusações de que teria impedido a desmobilização do acampamento golpista, como relatado pelo ex-comandante de Operações coronel Jorge Eduardo Naime.

Dutra afirmou na CPI que o Exército “tentou desmotivar o acampamento desde o início”, que adotou uma “estratégia indireta para desmobilizar” aquele ato e que nenhuma instituição caracterizou a manifestação como ilegal. O cenário descrito por Naime é outro. Segundo ele, forças de segurança do DF tentaram acabar com o protesto pedindo golpe no QG, mas foram impedidas pelo Comando Militar do Planalto (CMP) [5], gerido por Dutra até abril deste ano, quando foi exonerado por Lula (PT) [6].

Além das falas aos deputados distritais da CPI, o general entregou um documento memorial à Câmara Legislativa [7] detalhando ações dele à frente do CMP. Citando “supostas tentativas de esvaziamento do acampamento [8] pela Polícia Militar”, Dutra é enfático ao colocar a versão da PM contra a parede: “Essa alegação não merece prosperar”.

Enquanto o ex-comandante de Operações da PMDF e outros depoentes da CPI — como a coronel da Polícia Militar Cíntia Queiroz [9], subsecretária de Operações Integradas da Segurança Pública — citaram três vezes em que forças foram mobilizadas para retirar o acampamento, o general alega que as ações eram apenas para combater o comércio ilegal e outras possíveis irregularidades.

“O objetivo da operação, conforme planejamento, era a atuação do DF Legal e outros órgãos para o combate de crimes e irregularidades no interior do acampamento”, traz o memorial entregue por Dutra.

GDF

Ainda em dezembro de 2022, o governador Ibaneis Rocha (MDB) declarou que iria “acelerar a desmobilização” [10] de bolsonaristas no acampamento do Quartel-General em Brasília. Já em janeiro, após o dia 8, ele afirmou à Polícia Federal que o Exército impediu a remoção [11] da estrutura no QG. Celina Leão, que chegou a ser governadora em exercício, também ressaltou que a desmobilização foi impedida [12].

Mas o general Dutra pontua que foi do próprio GDF a decisão de “estabelecer o SMU como ponto de concentração de manifestantes de fora de Brasília”, e que isso iria na contramão das “ações restritivas do CMP”. “Essa decisão contradiz a alegação, que tem sido vinculada na imprensa, de que o GDF queria a dissolução do acampamento e teria sido impedido pelo Exército”.

Foto reproduzida da Internet

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