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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, convocou o plenário da Corte para discutir na próxima terça-feira (15) o relatório da Polícia Federal (PF) que apontou uma suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro [1].
Na sessão, os ministros vão discutir a validade do documento da PF feito a pedido do ministro André Mendonça. O documento sofreu críticas de alguns ministros da Corte. Na avaliação deles, Mendonça pediu para investigar um colega sem autorização do plenário.
Outras decisões de Fachin nesta quarta-feira (9):
- suspendeu a decisão de Mendonça de afastar o diretor-geral da Polícia Federal (PF) [2], Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência, Leandro Almada;
- suspendeu a decisão de Flávio Dino que os reintegrou aos cargos;
- assumiu a relatoria do inquérito das Fake News [3], que estava sob comando de Moraes.
Na sessão do dia 15, os ministros também vão decidir sobre o pedido de nulidade da Procuradoria-Geral da República (PGR) e devem definir se será aberta ou arquivada investigação contra Moraes.
Na manifestação, a PGR não disse, entretanto, se as condutas apontadas pela PF poderiam representar indícios de crimes ou não.
A crise no STF envolvendo Mendonça e Moraes começou a partir de decisões nas investigações sobre o Banco Master. Envolveu também o procurador-geral da República, Paulo Gonet, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e, posteriormente, o ministro Flávio Dino.
🔎 Mendonça é relator de apurações relacionadas ao banco e de um inquérito sobre repasses para a produção de um filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Diálogos no celular de Vorcaro
As conversas de Vorcaro com interlocutores ocorreram por meio do aplicativo WhatsApp entre março de 2024 e agosto de 2025. O celular do ex-banqueiro foi apreendido pela PF na Operação Compliance Zero.
O relatório da PF se tornou público na terça-feira (1º) após Mendonça retirar o sigilo do documento [5].
Os registros estavam em um capítulo do relatório da PF dedicado a “outros encontros entre DANIEL VORCARO e ALEXANDRE DE MORAES”, parte de um inquérito policial que investiga as relações e a atuação do banqueiro.
O documento apresentava 52 mensagens enviadas por Vorcaro a Moraes [6]. Como o material foi produzido a partir de dados extraídos do celular de Vorcaro, as respostas do ministro não apareciam no relatório.