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A permanência do presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, no cargo foi influenciada por uma série de fatores, entre eles a falta de acordo sobre um substituto e a resistência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em ceder à pressão. Reportagem [1] do jornal Valor indica que a intensa campanha pública contra Prates, liderada pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, não agradou a Lula, que viu nessa pressão um excesso.
A crise na Petrobras se agravou quando Prates se absteve na votação sobre a distribuição dos dividendos extraordinários, gerando insatisfação no governo. Alexandre Silveira, aproveitando essa situação, pressionou pela demissão de Prates, visando talvez colocar alguém mais alinhado aos seus interesses políticos.
No entanto, a relação entre Lula e Prates, filiado ao PT, é antiga, remontando ao período em que Lula buscava retornar à Presidência. A proximidade do presidente com Prates pode ter pesado na decisão de mantê-lo no cargo.
Foto reproduzida da Internet
Em tempo: A governadora Fátima Bezerra (PT), saiu em defesa na última 5ª feira (11) da permanência de Jean Paul Prates na presidência da Petrobras. Ela afirmou que qualquer decisão do tipo caberia ao presidente Lula, mas elogiou o correligionário e disse torcer para que ele continue à frente da gestão da petroleira. Há informações também de que Fátima Bezerra teria trabalhado nos bastidores para a permanência de Prates na presidência da estatal