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Faltou sensibilidade à jornalista Sônia Bridi ao entrevistar o presidente Lula ainda convalescente de uma cirurgia na cabeça

A entrevista exclusiva que o presidente Lula concedeu a jornalista Sônia Bridi, após ter alta hospitalar no domingo (16), exibida no Fantástico, foi desrespeitosa por parte da jornalista. Lamentável que uma profissional experiente tenha provocado irritação visivelmente no presidente mostrada no seu semblante, mesmo sabendo que Lula, por orientação médica não poderia ser irritado ou ficar nervoso. Tanto assim que com 20 minutos de entrevista a equipe médica que cuida do presidente Lula pediu para Bridi encerrar a entrevista.

Perguntado sobre a prisão do general Braga Netto, o presidente cobrou: “eu defendo que eles [militares envolvidos em trama golpista] tenham a presunção de inocência que eu não tive, quero que eles tenham todo o direito de defesa, mas se for verdade as acusações, essa gente teve que ser punida severamente”.

Ao se referir à “presunção de inocência que eu não tive”, o presidente Lula fez referência ao processo da Lava Jato, em que foi condenado por um juiz parcial e suspeito, o hoje senador Sergio Moro (União Brasil-PR). A jornalista que conduzia a entrevista, perguntou a Lula, então, se ele considerava não ter tido direito de defesa ao longo de todo o processo que culminou em sua condenação – vale lembrar o presidente teve sua condenação anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em razão da incompetência da Justiça Federal de Curitiba para julgar o caso do triplex do Guarujá.

“Eu não tive direito de defesa. Eu não tive. Veja, eu fui preso primeiro, para depois me defender”, respondeu Lula. Na sequência, reafirmando seu apoio à Lava Jato e tentando justificar seu apoio a uma operação política – com roupagem jurídica – que visava destruir a maior liderança do país, sacrificando empregos e a economia nacional, a exibição da entrevista foi interrompida pelo Fantástico para rebater a fala do presidente: “quando o presidente Lula foi preso em 2018, no caso da cobertura no Guarujá, teve a participação da defesa dele em todas as etapas do julgamento”.

À época, o presidente Lula foi alvo de uma investigação conduzida por um juiz suspeito e parcial, como reconheceu posteriormente o STF, que instruiu as etapas do processo em conluio com a acusação, chefiada na ocasião pelo ex-procurador e deputado federal cassado Deltan Dallagnol. Além disso, juiz e acusação contavam com o apoio irrestrito da imprensa hegemônica brasileira, que com horas de noticiários voltava a opinião pública contra Lula e o PT, de modo geral.

A Globo editou a entrevista exclusiva de Lula reafirmando nas entrelinhas o seu apoio à Lava Jato. (com informações do portal Brasil 247)

Foto reproduzida da Internet

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