Para quem não lembra, Fernando Antonio de Faria, irmão da ex-governadora do Rio Grande do Norte Wilma de Faria (PSB), citado pelo empresário Anderson Gurgel, da empresa A&G envolvida no escândalo da Operação Hígia, é o mesmo que foi citado na Operação Ouro Negro, escândalo ocorrido no final do governo Fernando Freire (PMDB) e início do primeiro governo Wilma.
Ainda em março deste ano, o MP [Ministério Público Estadual] ajuizou ação penal contra o ex-governador Fernando Freire (PMDB), o ex-secretário estadual de Tributação, Márcio Bezerra de Azevedo e outras 11 pessoas acusadas de atuarem em dois esquemas relativos a concessão e manutenção do regime especial de tributação em favor da empresa American Distribuidora de Combustíveis Ltda, que provocou o prejuizo ao estado de quase R$ 66 milhões.
A ação penal pela prática dos crimes de corrupção ativa e passiva, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro foi recebida pelo juiz da 4ª Vara Criminal, Raimundo Carlyle, contra o ex-governador, o ex-secretário de Tributação e as pessoas de Jadilson Berto Lopes da Silva, Amadeu Moreira Ribeiro de Carvalho, Jorge Lopes Vieira, Aldemir Pereira da Rocha, Izenildo Ernesto da Costa, Raimundo Hélio Fernandes, Fernando Antônio de Faria, Carlos Roberto do Monte Sena, Rezenildo Fernandes Forte, Manuel Duarte Barbalho de Carvalho e Marinaldo Pereira da Silva.
Em um segundo momento – o primeiro foi no final do governo Fernando Freire -, atuaram em favor de manter o regime especial de tributação para a American Distribuidora durante o primeiro governo Wilma de Faria, os denunciados Aldemir Pereira da Rocha, Izenildo Ernesto da Costa, Raimundo Hélio Fernandes, Fernando Antônio de Faria e Carlos Roberto de Monte Souza.