A fidelidade partidária mais do que nunca vai delegar aos comandos partidários tomar decisões a respeito das alianças visando o pleito municipal de outubro. Com a definição das regras do instituto da fidelidade partidária pelo TSE [Tribunal Superior Eleitoral] ratificada pelo STF [Supremo Tribunal Federal], ainda no ano passado, após consultas feitas pelo DEM e pelo PSol, os candidatos a cargos majoritários não poderão mais definir os seus caminhos sozinho. Terão que primeiro ouvir os dirigentes partidários.
Isso implica em dizer que mesmo um partido fazendo parte de um sistema, as direções partidárias têm autonomia para definir com quem irá compor aliança. Um caso a ser exemplificado é a tomada de posição pela deputada estadual Micarla de Souza, candidata do PV à sucessão do prefeito Carlos Eduardo Alves (PSB), que já vem mantendo entendimentos com o tucano deputado estadual Luiz Almir, pré-candidato do PSDB a prefeito de Natal, no sentido de formarem uma chapa para disputar o pleito. Esse é um caso emblemático em que Micarla não precisa consultar a governadora Wilma de Faria (PSB), líder maior do sistema a qual pertence, para definir a sua chapa.