A venda de bebidas alcoólicas na Copa-2014 é importante para a Fifa porque há contratos comerciais que preveem o álcool no evento. O principal deles é com a Budweiser, patrocinadora que tem o direito de comercializar produtos nos estádios. Foi assim nos últimos mundiais. Pacotes de hospedagem de torcedores, com serviços de turismo e ingressos, também preveem bebidas em camarotes.
Uma opção para a Fifa é negociar leis em cada um dos 12 estados onde haverá jogos da Copa. As proibições de bebidas em arenas são previstas em normas estaduais. Essas conversas já tinham ocorrido quando a Lei Geral da Copa travou no Congresso.
Se não conseguir a liberação, a Fifa poderá ter de renegociar contratos, o que lhe trará perdas financeiras. Em tese, a organização pode tentar cobrar seus prejuízos do governo federal. (Folha de S. Paulo)
Análise da Notícia
Não a toa a Fifa quer incluir na Lei Geral da Copa a liberação de bebidas alcoólicas nos estádios durante a realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil. A explicação na reportagem da Folha está mais que clara. Se não conseguir vai perder dinheiro. Isso é um verdadeiro absurdo. O Brasil é um país soberano e como tal não pode deixar que uma entidade privada queira mudar leis já existentes no país, ainda mais quando se trata de bebida alcoólica. Outra: se não conseguir a liberação, a Fifa poderá ter de renegociar contratos, o que lhe trará perdas financeiras, conforme a reportagem. E mais: em tese, a organização pode tentar cobrar seus prejuízos do governo federal. Isso não tem o menor cabimento. O governo Dilma e o Congresso Nacional têm que ter pulsos firmes para não admitir tal coisa, assim como os governos estaduais. A conferir!