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Flávio Bolsonaro diz que vai `governar por décadas´ ao lado de seu pai

Está na Revista Fórum

Ainda faltam quinze dias para a realização do segundo turno das eleições de 2026, mas Flávio Bolsonaro (PL) já tem falado como se estivesse eleito presidente da República.

Na quarta-feira (7), Flávio Bolsonaro voltou a subir o tom contra o Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu novamente mudanças na Constituição e fez críticas ao funcionamento das instituições democráticas.

Na sequência, o presidenciável do PL afirmou que, caso seja eleito, pretende permanecer “por décadas no poder” ao lado de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso por tentativa de golpe de Estado.

“Pra desespero deles, vai ser o sim fim da era Lula e a gente vai ficar por décadas no poder […] com o presidente Bolsonaro do meu lado, ele vai subir aquela rampa junto comigo.”

Flávio Bolsonaro sobe o tom e ameaça STF: “Não dá pra admitir”

 Flávio Bolsonaro subiu o tom contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e sinalizou que, caso seja eleito presidente da República, pretende adotar uma postura de confronto com a Corte. [1] As declarações foram feitas durante o evento que selou o apoio do Republicanos à sua candidatura.

Em seu discurso, Flávio Bolsonaro criticou a atuação do STF e voltou a defender o que chama de “redemocratização do país”, ao afirmar que as instituições precisam voltar a ser respeitadas.

“A gente tem que buscar a estabilidade nesse país. Não dá para admitir o Supremo Tribunal Federal da forma como está, a gente tem que proteger as instituições. Não é por causa de um ou outro que a gente tem que baixar a cabeça e achar que tá tudo bem, porque não está tudo bem. Inclusive de ontem para hoje, uma parte da imprensa questionando, é papel da imprensa questionar, quando eu falo que a gente tem que redemocratizar o Brasil. A gente tem que redemocratizar, porque as instituições têm que voltar a ser respeitadas.”

Na sequência, Flávio Bolsonaro destacou a nova composição do Congresso Nacional, que, segundo ele, terá uma maioria de centro-direita a partir de janeiro.

O presidenciável do PL também afirmou que a afinidade política entre um eventual governo seu e o novo Congresso poderá favorecer a implementação de suas propostas.

“Olha o que o povo brasileiro falou nas urnas. Olha o Congresso Nacional que será configurado a partir de janeiro. Acho que nenhum presidente da República com meu perfil casou tanto com um Congresso como esse de centro-direita, em que a maioria está ali estabelecida por identidade programática.”

Flávio diz que Brasil “não vive uma democracia” e volta a defender mudança na Constituição

Durante coletiva realizada na terça-feira (6), Flávio Bolsonaro, ao lado de Ronaldo Caiado (PSD), defendeu mudanças na Constituição. A declaração provocou reações de diversos setores, que viram viés autoritário na fala do presidenciável do PL.

Apesar das críticas, Flávio Bolsonaro não recuou da proposta de alteração constitucional. Na quarta-feira (7), ao conversar com jornalistas após reunião com a União Progressista, que selou apoio à sua candidatura, o candidato do PL revelou o que pretende mudar na Constituição. [2]

Flávio Bolsonaro afirmou que pretende promover mudanças como a redução da maioridade penal, uma reforma do Judiciário e o fim da reeleição:

“Sou a favor da redução da maioridade penal há bastante tempo, isso tem que ser feito por PEC. Tem pontos da reforma tributária que têm que ser alterados por PEC. E o fim da reeleição.”

Em seguida, Flávio Bolsonaro detalhou a discussão sobre o fim da reeleição e possíveis mudanças nos mandatos:

“Se vai ser mandato de quatro, de cinco anos, se vai valer só para presidente, se vai valer para governador. É o processo legislativo que vai ser respeitado e a maioria vai decidir qual é o que tem que ser feito, é a reforma política que tem que ser feita.”

Posteriormente, ao justificar seu projeto de alteração da Constituição, Flávio Bolsonaro afirmou que o Brasil não vive atualmente uma democracia plena:

“Você acha que o Brasil está numa democracia plena hoje? Reflita. O Brasil está numa democracia plena? Eu vou chegar lá. Agora, a gente tem que respeitar a política, a gente tem várias peças que são possíveis.”

Foto reproduzida da Internet

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