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Funcionária de TV estatal russa invade programa para protestar contra a guerra na Ucrânia

Está no g1

Uma funcionária da TV estatal russa, Canal 1, interrompeu um programa ao vivo para protestar contra a guerra na Ucrânia [1].

A manifestante foi reconhecida como Marina Ovsyannikova. Ela apareceu durante a transmissão com um cartaz que dizia “Não acredite na propaganda. Eles estão mentindo pra vocês aqui.” Enquanto mostrava o cartaz, Marina gritava “Parem com a guerra. Não à guerra”.

Ela gravou uma mensagem separada de antemão na qual ela disse que tinha vergonha de ser uma funcionária do Canal 1.

“O que está acontecendo na Ucrânia [1] é um crime e a Rússia [2] é a agressora”, disse Marina, acrescentando que seu pai era ucraniano.

Depois disso, ela ainda chamou a atenção para a forma como a população russa responde às atitudes do Kremlin.

“Nós não protestamos quando o Kremlin envenenou Alexei Navalny. Nós silenciosamente observamos esse regime desumano. Agora o mundo inteiro virou as costas para nós, e nem dez gerações de nossos descendentes vão limpar essa guerra entre irmãos.”

Segundo a agência de notícias russa Tass, O Canal 1 disse que estava realizando uma revisão interna do incidente.

A TV estatal é a principal fonte de notícias para muitos milhões de russos e segue de perto a linha do Kremlin.

Especialistas apontam que ela deve responder processo por ter violado uma lei criada recentemente. Caso alguém divulgue informações que busquem descredibilizar o exército, essa pessoa poderá ser condenada a até 15 anos de prisão.

Reação da Ucrânia

Mikhail Podaliak, assesor da presidência na Ucrânia [1], fez uma publicação nas suas redes sociais onde criticou a Rúss [2]ia [2] e parabenizou a atitude de Marina.

“Eles não têm mídia livre, competição política, comícios de protesto. Qualquer protesto é um caminho direto para a prisão. O mais valioso é o ato de Marina Ovsyannikova”, disse ele.

Podaliak, além de assessor da presidência, faz parte do grupo de negociadores que conversa frequentemente com a Rússia [2] para tentar chegar a um acordo diante da guerra.


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