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Garibaldi quer ser grande

Em entrevista concedida à revista Carta Capital que circula neste fim de semana, o presidente do Senado Garibaldi Alves (PMDB-RN) diz que quer ser “grande”. Ou seja, Garibaldi almeja alcançar o “topo” da política nacional, figurar entre àqueles políticos que ficam na história. Seu desejo maior é continuar na presidência do Senado. Mas o Regimento interno da Casa não permite, já que ele está cumprindo um mandato tampão com a renúncia de Renan Calheiros (PMDB-AL) do cargo.

Mas Garibaldi certamente já pode se considerar um político de sorte. Assumiu à presidência do Senado quando ninguém acreditava que isso fosse possível até mesmo seus conterrâneos. O peemedebista surpreendeu a todos. Com seu jeito manso de ser meio mineirinho, Garibaldi aos poucos vai conquistando o seu lugar na galeria dos políticos com prestígio nacional.

Defensor intransigente de um Poder Legislativo independente, Garibaldi segura a bandeira da democracia e diz que “é preciso não sucumbir à ilusão de uma reforma política ampla, total e abrangente”. Há uma semana quando da abertura da aula mágna do período letivo 2008.2 da UFRN [Universidade Federal do Rio Grande do Norte] o presidente do Senado disse não ter dúvida de que o aprimoramento da democracia é possível e factível. “A partir da convicção de que a democracia representativa é o caminho para a plena realização da política no mundo contemporâneo, torna-se imperioso fortalecê-la. Nessa perspectiva, salta os olhos a necessidade de se discutir, em profundidade, o modo de funcionamento do presidencialismo brasileiro, os processos de elaboração, votação e execução do orçamento; o sistema eleitoral e partidário”.

Para ele, a democracia moderna impõe-se como a única alternativa aos regimes de força. “Defendê-la pressupõe o equilíbrio entre os Poderes do Estado, o que afasta a indevida prevalência de um sobre os demais. Defendê-la significa reconhecer na modalidade representativa o único meio eficaz para o encaminhamento das demandas de uma sociedade cada vez mais complexa e diversificada, com seus múltiplos e distintos interesses. Defendê-la requer respeito à instituição parlamentar, esteio do regime e síntese da nacionalidade”.

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