Está no Blog do Valdo Cruz
O general Mauro Lorena Cid perdeu a autorização para visitar o filho, o tenente-coronel Mauro Cid, na prisão. A decisão de cancelar a autorização foi tomada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, depois que os dois, pai e filho, passaram a ser investigados pelo mesmo crime [1].
O ministro proibiu ainda o filho do general, o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro Mauro Cid, de comunicar-se com os demais investigados no caso da venda e recompra nos Estados Unidos de joias recebidas de presente pelo ex-presidente Jair Bolsonaro [2] de autoridades estrangeiras.
A Polícia Federal descobriu que Mauro Cid vendeu joias nos Estados Unidos, como um relógio Rolex [3], no início deste ano quando foi junto com Bolsonaro para a Flórida, Estados Unidos. Depois da decisão do Tribunal de Contas da União, de que as joias tinham de ser devolvidas para a União, o tenente-coronel fez uma operação de recompra delas.
As joias saíram do país no avião presidencial que levou Bolsonaro para os Estados Unidos [4], no dia 30 de dezembro, antes da posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As joias, segundo o TCU, não podiam ser lançadas no acervo privado do ex-presidente por não serem classificadas de natureza personalíssima.
Nas investigações, a Polícia Federal descobriu que o general Lorena Cid auxiliou nas negociações das joias [1]. Uma parte dos recursos arrecadados transitou pela sua conta e ele entregou outra a Bolsonaro em dinheiro nos Estados Unidos, antes que o ex-presidente retornasse ao Brasil.
Agora, como os dois são investigados inclusive por formação de organização criminosa no caso das joias, o ministro Alexandre de Moraes decidiu cancelar a autorização para que o pai visitasse o filho na prisão. Ele está preso em dependências do Exército.
Nesta semana, o novo advogado de Mauro Cid, Cezar Bittencourt, disse que seu cliente vai confessar que vendeu o relógio Rolex [5] e depois decidiu recomprá-lo para cumprir a determinação do TCU. Segundo o advogado, Bolsonaro pediu para que ele “resolvesse o caso do relógio”.
A estratégia do advogado é tentar inocentar o pai de Mauro Cid. Segundo ele, o general apenas emprestou a sua conta bancária para o filho fazer as negociações [1]. Só que as investigações da PF mostram uma atuação bem maior no caso das joias do que a admitida por Cezar Bittencourt.
Imagens reproduzidas da Internet