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Gestores, pesquisadores e profissionais de saúde discutem dengue, chikungunya e zika

Pesquisadores, gestores e profissionais de saúde estão reunidos para discutir a situação das arboviroses no Brasil e no Rio Grande do Norte no “Seminário Norteriograndense sobre arboviroses e suas complicações”. O evento acontece de 12 a 14, no auditório da reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

O Seminário é uma realização da Coordenadoria de Promoção à Saúde (CPS) da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), em parceria com a Organização Pan-americana de Saúde (OPAS), e surge de uma preocupação com a possibilidade de uma tríplice epidemia das arboviroses (dengue-chikungunya-Zika) e o conseqüente aumento do número de registros de manifestações neurológicas e de malformações congênitas, dentre elas a microcefalia.

Em 2016 (até 5 de novembro) o Rio Grande do Norte notificou mais de 95 mil casos das três doenças, sendo 62.773 como suspeitos de dengue, 26.484 casos suspeitos de chikungunya e 5.729 de zika vírus. São 195 óbitos notificados para os três agravos, sendo que 30 foram confirmados para chikungunya, 10 para dengue grave e quatro para zika vírus. Os demais óbitos estão sob investigação.

Na solenidade de abertura o secretário estadual da saúde, George Antunes, reforçou a necessidade de parcerias entre Estado e municípios. “A crise financeira afeta as políticas públicas, mas acima de tudo isso está o sofrimento das famílias, por isso quero invocar a junção de esforços, uma conscientização dos atuais e novos gestores na busca das soluções”.

Para Rodrigo Frutuoso, da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (SVS/MS), as políticas públicas tem sido eficazes e no âmbito do Governo Federal há uma nova discussão que deixa de ver o problema como algo restrito ao setor da Saúde. “Outros Ministérios estão envolvidos em uma co-responsabiliade na manutenção dos ambientes livres do aedes aegypti”.

A subcoordenadora de Vigilância Epidemiológica da Sesap, Maria Lima, explica que o evento é uma oportunidade de troca e ampliação de conhecimentos sobre o tema, com foco na implementação de ações mais direcionadas para a vigilância epidemiológica, o diagnóstico laboratorial e a assistência em saúde. “Com o início das chuvas as condições climáticas ficam favoráveis ao mosquito aedes aegypti, daí a importância de discutirmos o tema das arboviroses e intensificarmos as medidas de prevenção”.

Nos três dias serão discutidas as temáticas referentes às arboviroses e suas complicações, dentre elas: pesquisa de arboviroses, controle vetorial, os agravos (dengue, zika, chikungunya e Febre amarela), diagnostico laboratorial, investigação e encerramento de óbitos, síndromes neurológicas e a microcefalia.

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