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Gonet deve acelerar denúncia contra Bolsonaro, que pode pegar 23 anos de cadeia e ficar inelegível até 2047

Está no Brasil 247

A investigação sobre uma tentativa de golpe de Estado no Brasil avançou consideravelmente, apertando o cerco contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Isso deve resultar na Procuradoria-Geral da República oferecendo uma denúncia formal em breve, segundo reportagem [1] do Valor. Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) avaliam que há elementos suficientemente fortes para uma possível ordem de prisão preventiva, especialmente após a divulgação do vídeo da reunião ministerial de 5 de julho de 2022. A ação da Polícia Federal, no âmbito da operação “Tempus Veritatis”, conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes, visou Bolsonaro e seus principais aliados, resultando em prisões e detenções, incluindo a do presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, por porte ilegal de arma.

Quatro pessoas permanecem presas, incluindo ex-assessores de Bolsonaro e militares, acusados de participar de um esquema que buscava atacar a democracia. A investigação apontou que Bolsonaro teve uma participação ativa na elaboração da “minuta do golpe”, que visava interferir no Poder Judiciário para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A expectativa nos bastidores do STF é que a denúncia da PGR seja acelerada, mas a prisão preventiva de Bolsonaro, por enquanto, não está em consideração, segundo fontes próximas às investigações. A possibilidade de prisão só surgiria se Bolsonaro fosse condenado pelo Supremo, o que só aconteceria em caráter definitivo.

A pena para os crimes investigados pode ser severa. Bolsonaro pode enfrentar até 23 anos de prisão e ficar inelegível até 2047, segundo especialistas. A aceleração do processo por parte da PGR pode indicar um desfecho mais próximo para essa crise política e judicial que abalou o país. Resta agora acompanhar os desdobramentos desse caso que tem implicações significativas para o futuro político do Brasil.

Foto reproduzida da Internet

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