A governadora Wilma de Faria (PSB) na reunião que fez hoje pela manhã com o seu secretariado, anunciou que as metas da Agenda do Crescimento lançada em março, já sofreram um acréscimo de mais de R$ 1 bilhão. O montante equivale aos projetos confirmados após o lançamento do programa, que passou a ter como nova meta a captação de recursos superiores a R$ 16 bilhões, em vez dos R$ 15 bilhões previstos inicialmente.
De acordo com o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Marcelo Rosado, somente os novos investimentos na construção de fábricas irão demandar R$ 912 milhões. Segundo ainda Rosado, durante a Feira do RN realizada na Fiesp [Federação das Indústrias de São Paulo], em setembro, foram prospectados negócios que juntos somam mais de R$ 500 milhões e que devem gerar 1.200 empregos diretos.
A governadora também anunciou a inauguração da ponte Newton Navarro [Forte/Redinha] presvito para este mês, e propôs a criação do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, que funcionará paralelamente ao CDE [Conselho de Desenvolvimento Econômico]. Wilma prometeu ainda um combate mais forte aos crimes de sonegação e evasão fiscais, com ações que devem envolver tanto técnicos da Secretaria Estadual de Tributação quanto policiais militares.
Análise da Notícia
As notícias dadas pelo governo do estado a primeira vista são animadoras. Vendo assim parece mesmo que a Agenda do Crescimento emplacou e que o Rio Grande do Norte é uma ilha de prosperidade numa região que carece de grandes investimentos.
Esperamos que o discurso não fique só na retórica como no primeiro governo socialista em que perdemos a refinaria de petróleo, a Planta de PVC da Petrobras e, porque não dizer, o próprio aeroporto de São Gonaçlo do Amarante e a Zona de Processamento de Exportação, que ao que parece o governo Wilma acabará e o aeroporto e a ZPE não saem.
As palavras do secretário Marcelo Rosado, parece-me foram mais comedidas do que as da governadora, quando disse que “foram prospectados negócios que juntos somam mais de R$ 500 milhões”. Não que estejamos duvidando dos empreendimentos que certamente virão para o Rio Grande do Norte, mas até agora não vimos nada de concreto. Só muito discurso e, claro, bastante otimismo do governo, o que, de certa forma, é explicado.