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O governo federal anunciou reajuste de 40% nas bolsas de pós-graduação do país. Os valores estavam congelados há 10 anos [1], e o aumento tinha sido prometido [2] após a eleição de Luiz Inácio Lula [3] da Silva (PT) (veja novos valores abaixo).
O percentual de 40% vale para as bolsas de mestrado e doutorado da Capes [4] e do CNPq. Para outros níveis de ensino, também há reajustes em dimensões distintas.
Veja abaixo os novos valores e o percentual do reajuste nas bolsas da Capes e do CNPq:
- Mestrado: de R$ 1.500 para R$ 2.100 (alta de 40%)
- Doutorado: de R$ 2.200 para R$ 3.100 (40%)
- Pós-doutorado: de R$ 4.100 para R$ 5.200 (25%)
As bolsas distribuídas para alunos do ensino médio e da graduação também serão reajustadas:
- Iniciação científica no ensino médio: de R$ 100 para R$ 300 (200%);
- Formação de professores da educação básica: os valores atuais variam de R$ 400 a R$ 1.500 e serão reajustados de 40% a 75%, segundo o governo.
- Bolsa Permanência para alunos em vulnerabilidade nas universidades: criadas em 2013, nunca foram reajustadas. Os valores variam de R$ 400 e R$ 900 e serão reajustados em 55% a 75%.
Segundo o governo, os reajustes custarão R$ 2,38 bilhões anuais aos cofres públicos – a verba virá dos ministérios da Educação e de Ciência e Tecnologia.
Na cerimônia à tarde, o governo também deve anunciar um aumento no número de bolsas, que não tinha sido detalhado até a última atualização deste texto.
O reajuste das bolsas, reivindicado nos últimos anos pelos pesquisadores, era um compromisso firmado pelo grupo de transição [5] do governo.
Consequências de bolsas defasadas
Vinícius Soares, presidente da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), defende que o reajuste deveria ser de 75%, para compensar a defasagem dos valores atuais. “Diante da impossibilidade [desse aumento], queremos que o governo apresente esse reajuste [de 40%] como um plano de curto prazo”, diz.
Ele cita três consequências de salários baixos para os pesquisadores:
- bolsistas em vulnerabilidade social;
- migração de cientistas para outras áreas do mercado de trabalho;
- falta de mecanismos para atrair novos talentos às carreiras científicas.
Atrasos no pagamento em dezembro
Em dezembro de 2022, o bloqueio de verbas do MEC [6] forçou a Capes a suspender o pagamento dos bolsistas.
Após intensa pressão dos pesquisadores e pressão do Supremo Tribunal Federal (STF), o governo Bolsonaro voltou atrás, liberou R$ 210 milhões da entidade e possibilitou o depósito dos salários dos pesquisadores. Relembre aqui. [7]
Foto reproduzida da Internet