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Governo Lula rebate Trump e nega omissão no combate ao PCC e Comando Vermelho

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O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reagiu com firmeza, nesta quinta-feira (17), às acusações feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre um suposto fracasso brasileiro no combate ao crime organizado transnacional. Em nota oficial, o Ministério da Justiça rechaçou qualquer omissão no enfrentamento a facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).

A contestação vem após o envio de um relatório do governo estadunidense ao Congresso daquele país, na última terça-feira (15). No documento, divulgado pelo Departamento de Estado, Trump cobra “medidas enérgicas” e “urgentes” do Brasil para derrotar o PCC e o CV, grupos que foram recentemente incluídos por Washington em sua lista de organizações terroristas. O texto chega a afirmar que o Brasil não estaria tomando as “medidas corajosas” vistas em outros países do hemisfério para erradicar cartéis.

O governo brasileiro destacou que o país sequer integra a lista oficial dos 23 maiores produtores e rotas de trânsito de drogas elaborada pelo próprio EUA. “A alusão registrada no texto não corresponde à categoria jurídica de descumprimento formal prevista na legislação norte-americana que rege esse mecanismo anual. Trata-se, portanto, de manifestação circunstancial inserida na parte narrativa do documento, sem respaldo em sua parte dispositiva”, aponta a nota.

Asfixia financeira e inteligência

O Ministério da Justiça argumentou que a retórica de Washington ignora os avanços reais e as políticas de Estado adotadas recentemente pelo Brasil. A pasta citou a aprovação da Lei Antifacção, sancionada por Lula, e a manutenção da cooperação internacional, inclusive com os próprios Estados Unidos.

Além disso, o governo federal destacou os resultados do programa “Brasil contra o Crime Organizado”, lançado em maio de 2026. A estratégia tem focado na asfixia financeira das quadrilhas, no fortalecimento do sistema prisional e na qualificação das investigações de homicídios e tráfico de armas.

“As alegações não levam em consideração as dezenas de milhares de operações de combate ao crime por forças federais, com bilhões de reais de prejuízo aos criminosos”, frisou o ministério. O governo reiterou que o combate às facções é uma prioridade permanente, conduzida com inteligência, integração das forças de segurança e respeito à soberania nacional, desmontando a narrativa de inércia propagada pela Casa Branca.

Confira a nota na íntegra

Em 15 de setembro, o governo dos Estados Unidos enviou ao seu Congresso lista anual dos países que identifica como maiores produtores e de trânsito de drogas. O Brasil não integra a lista de 23 países citados.

Entretanto, foi objeto de críticas laterais no documento. O governo brasileiro refuta quaisquer alegações de que existam falhas ou omissões no enfrentamento ao crime organizado transnacional.

A posição estampada na referida nota desconsideraria, se acolhida em todos os seus termos, os esforços do Governo Federal no enfrentamento ao crime organizado, como a Lei Antifacção, sancionada em março de 2026, que prevê penas mais severas para líderes de facções e cria mecanismos que asfixiam suas operações.

Também não levaria em consideração as dezenas de milhares de operações de combate ao crime, por forças federais, com bilhões de reais de prejuízo aos criminosos, bem como as múltiplas ações implementadas em 2026 no âmbito do Programa Brasil contra o Crime Organizado, lançado em maio último, que sufoca economicamente as facções, fortalece o sistema prisional, qualifica a investigação de homicídios e enfrenta o tráfico de armas.

A manifestação norte-americana desconsideraria a robusta cooperação já existente entre Brasil e EUA no combate ao crime organizado transnacional. Além disso, convém frisar a proposta entregue pessoalmente pelo presidente Lula no dia 7/5/2026, em Washington, com detalhamento de medidas conjuntas de enfrentamento à lavagem de dinheiro, compartilhamento de inteligência e combate ao tráfico de armas. Até o momento, permanecemos no aguardo da possível resposta do governo dos EUA.

O Brasil não foi incluído na relação de países formalmente classificados pelos EUA como principais rotas de trânsito ou de produção ilícita de drogas. A alusão registrada no texto não corresponde à categoria jurídica de descumprimento formal prevista na legislação norte-americana que rege esse mecanismo anual. Trata-se, portanto, de manifestação circunstancial inserida na parte narrativa do documento, sem respaldo em sua parte dispositiva.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) reafirma que o combate ao crime organizado é prioridade do Governo Federal e vem sendo conduzido de forma permanente por meio de ações de inteligência, investigação, integração entre as forças de segurança e cooperação internacional e jurídica.

O Governo brasileiro seguirá atuando de forma soberana e coordenada no enfrentamento às organizações criminosas, como demonstram os resultados obtidos nos últimos anos. O enfrentamento ao crime organizado transnacional exige atuação contínua, integração entre instituições e cooperação. Essa é a estratégia adotada pelo Estado brasileiro e que continuará sendo fortalecida em defesa da segurança da população brasileira.

Foto reproduzida da Internet

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