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O governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva prometeu não apenas colocar o pobre no orçamento, como também os ricos no imposto de renda. Por isso mesmo, a discussão sobre um novo marco fiscal virá acompanhada da discussão de um novo sistema tributário. É o que sinalizou o provável ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
“Para ter o arcabouço fiscal, você precisa de reforma tributária. Todo mundo precisa entender que é preciso uma reforma tributária, agora. Já gastamos 20 anos com esse assunto”, disse Haddad aos jornalistas que cobrem a transição. Segundo Haddad, as discussões sobre a reforma e o novo arcabouço “podem caminhar juntas”, mas as duas propostas “têm que se conciliar”, de acordo com reportagem do Valor Econômico [1].
“Pode até aprovar junto. Mas elas não podem estar em contradição uma com a outra”, disse. “Se depender do governo Lula, será aprovado no ano que vem, será prioridade.” Segundo Haddad, o novo arcabouço fiscal “será tão mais sólido, estável, longevo e duradouro quanto mais segurança tivermos do ponto de vista da reforma tributária”.
“Os impostos diretos têm que vir lá na frente porque impacta muito Estados e municípios. Os impostos diretos não são compartilhados”, disse. “A regressividade da tributação entra numa segunda etapa, quando nós vamos tratar de renda e patrimônio.”
Foto reproduzida da Internet