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O Hamas [1], grupo extremista palestino, afirmou nesta sexta-feira (31) que aceitou um acordo para acabar com a guerra na Faixa de Gaza [2].
Ghazi Hamad, um dos negociadores do movimento, e duas fontes do alto escalão do Hamas [1], que falaram sob a condição de anonimato, confirmaram à agência de notícias AFP o acordo com Israel [3] para o desarmamento do grupo diante da exigência da retirada do Exército israelense de Gaza.
O Hamas [1] está fazendo “concessões pelo bem do nosso povo na Faixa de Gaza [2], para salvá-lo da morte e do deslocamento. Israel [3] não vai interferir na questão do desarmamento”, declarou Ghazi Hamad, acrescentando que a tarefa de fiscalizar a entrega das armas será responsabilidade do Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG).
Ainda segundo Hamad, a implementação do acordo dependerá de Israel [3] cumprir primeiro seus compromissos.
“Insistimos junto aos mediadores que Israel [3] deve cumprir o acordo”, disse ele à agência Reuters.
De acordo com as fontes, o Hamas [1] espera que os mediadores e o Conselho da Paz garantam que os israelenses cumpram o que foi estabelecido.
Trump comemorou ‘acordo histórico’ em rede social
Israel [3] ainda não reagiu oficialmente ao acordo, anunciado na noite de quinta-feira (30) pelo presidente dos Estados Unidos [4], Donald Trump [5], que o definiu em sua rede Truth Social como “um acordo histórico” e “um passo monumental rumo a uma paz e segurança duradouras”. [6]
O Conselho da Paz, criado por Trump para atuar na manutenção da paz e na reconstrução da Faixa de Gaza [7], também confirmou, em uma publicação no X, que o Hamas [1] havia “aceitado um mapa do caminho detalhado para implementar as próximas fases do cessar-fogo em Gaza”.
“Agora, nossa atenção está voltada para a implementação”, escreveu a organização, acrescentando que o NCAG “começará em breve uma transição gradual rumo à plena autoridade”.
Trump, em uma publicação anterior, afirmou que, uma vez que o Hamas [1] estiver desarmado, “as forças israelenses vão se retirar e a Força Internacional de Estabilização trabalhará com uma nova força policial palestina para assumir a responsabilidade sobre Gaza”.
A Força Internacional de Estabilização é uma estrutura em processo de criação que reunirá tropas de vários países sob a direção do Conselho da Paz. A entrada da organização foi autorizada por Israel no domingo (25). [8]
As negociações que levaram ao acordo
Negociações aconteciam há semanas no Egito para implementar a segunda fase do acordo de cessar-fogo entre Israel [3] e o Hamas [1], que tem como objetivo pôr fim de forma definitiva à guerra.
O desarmamento do grupo islamista, que controla a Faixa de Gaza [2] desde 2007, era um dos principais obstáculos para encerrar a guerra [9] com Israel [3] após o cessar-fogo assinado em outubro [10].
Segundo Trump, a entrega das armas é uma fase crucial para avançar em direção à instalação de um novo governo palestino no território. Israel [3] controla mais de 60% de Gaza e exigia o desarmamento completo do Hamas [1] e dos demais grupos palestinos antes de qualquer avanço no plano.
No início de julho, o Hamas anunciou a dissolução do comitê que administrava os assuntos civis da Faixa de Gaza desde 2007 [11] e declarou querer transferir estas responsabilidades ao NCAG.
Apesar dos anúncios, uma fonte política israelense disse à AFP que o acordo proposto não soluciona “de forma satisfatória” as demandas de Israel [3] por uma desmilitarização completa de Gaza, e que ele não foi debatido no encontro de Trump com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, na Casa Branca. [12]
O presidente dos EUA, Donald Trump [5], afirmou que seu “Conselho da Paz” havia chegado a um acordo para o desarmamento do Hamas [1] e de outros grupos armados, embora não estivesse claro imediatamente como o Hamas [1] ou Israel [3] apoiavam isso.
Já a chefe da política externa da União Europeia, Kaja Kallas, disse na sexta-feira (30/07) que se o acordo for totalmente implementado, seria “um passo construtivo”.
“Muitas coisas precisam se encaixar para que isso funcione. O sucesso depende do compromisso total de todas as partes. Verificar a conformidade do Hamas [1] será um desafio significativo. Israel [3] precisaria, eventualmente, se retirar de Gaza”, Kallas publicou na plataforma de mídia social X.